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Futebol internacional

Problemas para Abel? Atlético-MG pede que 2.ª mão da meia-final da Libertadores contra o Palmeiras seja repetida

Em causa uma irregularidade que precedeu o golo de Dudu, que valeu a passagem à final da Taça Libertadores do Palmeiras. Jogador que estava a aquecer entrou em campo durante o lance

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NELSON ANTOINE/Getty

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A Atlético-MG vai protestar o jogo da meia-final da Taça Libertadores, que valeu a passagem do Palmeiras de Abel à sua segunda final consecutiva da prova.

Em causa está uma irregularidade no lance que deu o golo do empate ao Palmeiras, marcado por Dudu, golo esse essencial para o apuramento da equipa de São Paulo para a final. Ainda antes do avançado colocar a bola na baliza do Atlético Mineiro, é possível ver nas imagens televisivas Deyverson (ex-Benfica B e Belenenses) a invadir o campo, numa altura em que se encontrava a aquecer.

A Globo Esporte diz que o departamento jurídico do Atlético-MG já fez chegar à Conmebol um protesto que pede a anulação do golo de Dudu, que colocaria o resultado em 1-0 para o Atlético Mineiro e classificaria o clube para a final, ou então a repetição da 2.ª mão da meia-final.

Durante a jogada, Deyverson recebeu cartão amarelo pela invasão. No entanto, o VAR não considerou haver razões para anular o golo, já que o evento não teve interferência na jogada. O portal UOL teve acesso a uma nota do International Board, que regula as regras do futebol, em que o órgão confirma a decisão da equipa de arbitragem, sublinhando que "a entrada do suplente no campo de jogo não parece ter sido feita com a intenção de interferir no jogo, nos jogadores ou distrair a arbitragem", mas sim motivada pela emoção do momento.

Contudo, é precisamente nas regras do International Board que o Atlético Mineiro se escuda para avançar para o protesto, nomeadamente na regra 3.9 das leis do jogo que diz que "se após a marcação de um golo o árbitro perceber que um jogador substituto da equipa que o marcou se encontrava dentro do campo naquele momento, o árbitro deve invalidá-lo e reiniciar o jogo com um livre direto, executado no local em que o elemento extra estava".

A favor da equipa do Palmeiras parece estar a pouca gravidade do erro de Deyverson. Ouvida pela ESPN Brasil, a procuradora do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais Fernanda Soares considerou que há "fundamento jurídico" para o pedido do Atlético Mineiro, mas que as hipóteses dar Conmebol dar razão ao clube são "muito baixas", já que só um erro "muito grave" levaria a justiça a anular um jogo.

A final da Taça Libertadores está marcada para dia 27 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai.