Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Futebol internacional

Luís Figo considera que proposta de Mundial a cada dois anos é "uma loucura de pessoas que não pensam no bem do futebol"

Em entrevista à agência de notícias espanhola "EFE", o antigo capitão da seleção nacional, e candidato à presidência da FIFA em 2015, criticou a ideia defendida pela atual liderança do organismo máximo do futebol global, ao qual não se exclui voltar a candidatar

OZAN KOSE/Getty

Partilhar

Continuam a levantar-se vozes contra a ideia de realizar um Mundial de futebol a cada dois anos, proposta por Arsène Wenger e abraçada pela atual liderança da FIFA. Após a UEFA, ligas femininas de futebol, a União Europeia e o futebol português se posicionarem contra o processo que vem sendo liderado pelo organismo presidido por Gianni Infantino, desta feita foi Luís Figo a criticar a ideia.

Numa entrevista à agência de notícias espanhola "EFE", Figo disse que a proposta lhe parece "uma loucura de pessoas que não pensam no bem do futebol". Para o antigo capitão da seleção portuguesa, "não faz sentido realizar um Mundial a cada dois anos", dado que "é ridículo planear uma competição assim num espaço tão curto de tempo".

Recorde-se que, em 2015, Luís Figo candidatou-se à presidência da FIFA, tendo-se retirado da corrida que viria a ser ganha por Sepp Blatter antes da votação final. Pouco depois de Blatter ter vencido as eleições, o suíço viria a renunciar ao cargo após um escândalo de corrupção.

Figo diz agora que, em 2015, candidatou-se por ser "o momento exacto para levantar toda a máfia que havia" na FIFA e que, "no final, o tempo lhe deu razão". O antigo jogador de Sporting, Barcelona, Real Madrid e Inter não colocou de parte voltar a candidatar-se "se num futuro próximo surgir outra oportunidade e achar que é o momento".

Figo com Ceferin, presidente da UEFA, durante um evento no Coliseu de Roma para marcar o começo do Euro 2020

Figo com Ceferin, presidente da UEFA, durante um evento no Coliseu de Roma para marcar o começo do Euro 2020

Franco Origlia/Getty

Luís Figo falou ainda sobre a Superliga, projeto do qual também foi crítico. O português disse que se trata de "uma competição que não acrescenta nada" e que "em termos de solidariedade com os restantes campeonatos domésticos, femininos, competições de jovens, destruiria muito do que foi criado nos últimos 15 anos". O antigo jogador opinou que "temos a melhor competição de clubes, que é a Liga dos Campeões, e não vejo o porquê de uma competição elitista como a Superliga, apenas para 15 equipas".

Finalmente, sobre a sobrecarga do calendário internacional, Figo disse à "EFE" que acredita que, "dentro das limitações que existem", "não vai haver mais crescimento de jogos", devido ao "repouso que os jogadores têm de ter" e "às limitações das ligas".