Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Futebol internacional

A quarta passagem de Scolari pelo Grémio só durou três meses. Felipão deixa o clube de Porto Alegre após série de maus resultados

O antigo selecionador nacional não venceu nenhuma das últimas quatro partidas, não servindo os nove triunfos em 21 encontros para convencer a direcção e os adeptos. O Grémio está em penúltimo no Brasileirão, correndo o risco de descida de divisão

Lusa e Tribuna Expresso

Alexandre Schneider/Getty

Partilhar

É costume ouvirmos dizer que não se deve voltar a um lugar onde se foi feliz. No entanto, em julho de 2021, Luiz Felipe Scolari ignorou a sabedoria popular ao aceitar o convite para treinar, pela quarta vez na sua carreira, o Grémio de Porto Alegre, clube ao serviço do qual venceu, nos anos 90, o Brasileirão, a Taça do Brasil, a Libertadores e a Recopa Sudamericana.

O Grémio tinha começado a época 2021 com Renato Gaúcho, o técnico que tinha levado o clube a vencer a Libertadores em 2017 e que agora orienta o Flamengo. Para suceder a Renato, o escolhido foi Tiago Nunes, mas a 7 de julho houve nova mudança, com Scolari a assinar um contrato válido até ao fim de 2022. Felipão preparava-se assim para a sua quarta passagem pelo banco do clube onde é considerado um ídolo.

No entanto, três meses, 21 jogos, nove vitórias, três empates e nove derrotas depois, o Grémio anunciou a saída de Scolari, que, assim, não resistiu aos maus resultados recentes, visto que a equipa vem de quatro jornadas sem vencer.

A saída, feita de "comum acordo", segundo o comunicado, agrava a instabilidade do Grémio, que vive uma situação desportiva delicada. O conjunto de Porto Alegre só somou 23 pontos em 23 jornadas no Brasileirão, estando na 19.ª e penúltima posição, o que significa que se encontra em posições de descida de divisão.

Aos 72 anos, e após uma vasta carreira que o levou a orientar outros grandes do Brasil, como o Palmeiras, a seleção do país (sendo campeão do mundo em 2002 e liderando o escrete no Mundial 2014, no qual a equipa foi goleada pela Alemanha por 7-1) ou Portugal, no período entre 2003 e 2008, Scolari termina assim mais uma etapa na sua recheada carreira, que também já o levou a trabalhar no Kuwait, Japão, Inglaterra, Uzbequistão ou China.