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Futebol internacional

O começo perfeito do faraó Carlos Queiroz: dois jogos, duas vitórias e o Egito mais perto do Mundial

O técnico português arrancou da melhor maneira a sua aventura no comando da seleção africana, com duas vitórias, sem sofrer golos, frente à Líbia, que deixam a sua equipa numa muito boa posição para estar no play-off final que decidirá o apuramento para o Catar 2022. Mas Queiroz, que luta por estar no 4.º mundial seguido, avisa que "a qualificação não é uma tarefa fácil"

Pedro Barata

NurPhoto/Getty

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Quando, no início de setembro, o Egito divulgou que Carlos Queiroz assumiria o comando técnico da sua seleção nacional, desde logo ficou claro que o treinador português teria, nos seus primeiros meses no cargo, vários desafios de grande importância. Os "faraós" estão em plena luta por se qualificarem para o Mundial 2022, sendo que em dezembro disputarão a Taça das Nações Árabes e, em janeiro, a Taça das Nações Africanas, a mais importante competição do continente.

E a verdade é que, para já, a aventura de Queiroz no banco do Egito está a correr de feição para o luso. Os dois primeiros embates do português como líder da seleção egípcia tinham a Líbia como adversário, num duplo confronto de máxima importância, dado que, no grupo F da qualificação africana, o Egito estava dois pontos atrás da líder, a Líbia. E a equipa de Queiroz venceu, em casa, por 1-0 e, fora, por 3-0, sendo já a líder do grupo. Resultados que levam a imprensa local a falar da "magia" do técnico, de 68 anos.

NurPhoto/Getty

Na estreia de Queiroz, um golo de Omar Marmoush, jogador do Estugarda, de 22 anos, que estava a fazer a sua estreia na seleção principal, deu os três pontos ao Egito. Na partida realizada na Líbia, frente a um conjunto que contou com o bracarense Al Musarti e que é orientada pelo espanhol Javier Clemente, foram Ahmed Fatouh, Mostafa Mohamed e Ramadan Sobhi, este após boa jogada de Salah, a garantirem o triunfo dos visitantes.

Com estes resultados, o Egito lidera, à falta de duas jornadas, o grupo F, com 10 pontos, mais quatro do que a Líbia, mais seis que o Gabão e mais sete do que Angola. Depois desta fase, os vencedores de cada um dos 10 grupos serão sorteados em cinco duelos directos, a realizar em casa e fora. Os cinco vencedores desse play-off serão os representantes africanos no Mundial 2022.

NurPhoto/Getty

Após a segunda vitória contra a Líbia, Queiroz quis "dar os parabéns aos jogadores", os quais "merecem estar no coração de cada adepto" por terem "lutado por uma vitória importante". O técnico rejeitou euforias, vincando que ainda "há um longo caminho a percorrer" e que a sua equipa "tem de continuar a melhorar" para atingir o nível pretendido, vincando que haverá agora "múltiplas oportunidades para crescer, como a Taça das Nações Árabes ou a Taça das Nações Africanas".

Carlos Queiroz garantiu que "a qualificação para o Mundial não é uma tarefa fácil" e alertou para a necessidade de haver "união" na equipa. Aos 68 anos, o português tenta assim uma quarta presença num Mundial seguida, depois de ter estado em 2010 com Portugal e em 2014 e 2018 com o Irão. Caso o faça, Queiroz ficará apenas atrás do sérvio Bora Milutinovic, que esteve presente em cinco Mundiais, e do brasileiro Carlos Alberto Parreira, que orientou seleções em seis edições diferentes da principal competição global e que é o técnico com maior número de presenças em Mundiais.