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O golo que Mbappé marcou contra a Espanha pode vir a mudar a regra do fora de jogo. “É possível melhorar”, diz UEFA

Antes de marcar o golo que deu a vitória a França na final da Liga das Nações, contra a Espanha, Mbappé estava em posição irregular que se tornou legal porque Eric Garcia, defesa espanhol, se fez à bola e lhe tocou de raspão. O responsável pela arbitragem da UEFA explicou que a decisão foi correta, mas é contrária "ao espírito" do jogo

Lusa

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A UEFA defende uma reformulação da regra do fora de jogo, após o polémico golo de Kylian Mbappé que, no domingo, deu a vitória à França diante da Espanha (2-1), na final da Liga das nações de futebol.

Apesar da polémica, num lance em que Mbpapé está adiantado e a posição de fora de jogo só não é considerada devido à tentativa de corte, com um toque subtil de Eric Garcia, as leis de jogo dão razão ao árbitro inglês Anthony Taylor.

“Tomou uma decisão correta, baseada na regra existente e na interpretação oficial”, considerou hoje o responsável da arbitragem na UEFA, Roberto Rosetti, mas admitindo que a regra é contrária ao “espírito do jogo”.

Rosetti adiantou que já entrou em contacto com a FIFA e com o IFAB e que está prevista a discussão de alternativas na próxima reunião do órgão regulador das leis do jogo, agendada para 27 de outubro.

“A posição da UEFA é de que é possível melhorar a formulação da regra”, que indica que um jogador não está fora de jogo se receber a bola deliberadamente jogada por um adversário, para adequá-la ao objetivo da lei sobre o fora de jogo e dentro daquele que é o espírito do jogo, observou Rosetti.

  • Não tem de ser possível tirar a bola à Espanha para se ganhar
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    Na ditatorial forma de jogar com que os espanhóis subjugam, pela bola, qualquer seleção, a França não precisou de discutir a propriedade do objeto que o adversário jamais quer perder. Quando, ali a partir da hora de jogo, a final se começou a partir, os franceses aproveitaram a fortuna de terem Pogba, Griezmann, Benzema e Mbappé para ficarem com a Liga das Nações e deixarem a bola para a Espanha