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Futebol internacional

De mal a pior: Manchester United goleado pelo Watford

Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes foram titulares em mais uma tarde para esquecer para o Manchester United, derrotado por 4-1 em casa do Watford. Red devils podem terminar a jornada em 9.º lugar na tabela da Premier League

Lídia Paralta Gomes

Alex Pantling/Getty

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Continua o descalabro do Manchester United. No regresso ao futebol de clubes após a paragem para as seleções, nem por isso a situação ficou mais fácil para Ole Gunnar Solskjaer: à 12.ª jornada, nova derrota, a segunda consecutiva, e esta por números expressivos, com o Watford a vencer por 4-1, num jogo em que Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes foram titulares e Diogo Dalot entrou na 2.ª parte.

A equipa dos arredores de Londres entrou desde logo mais perigosa: David de Gea ainda adiou o golo, ao defender uma grande penalidade, mas o Watford marcaria mesmo ainda antes da meia-hora, com Joshua King a definir na área após um cruzamento da esquerda. Ainda antes do intervalo, Ismaila Sarr aumentou a vantagem para 2-0.

As esperanças do Manchester United renasceram com o golo de Donny van de Beek (50’), servido por Cristiano Ronaldo, mas a expulsão de Harry Maguire, aos 69’, deixou os red devils numa situação de fragilidade, que Claudio Ranieri aproveitou para atacar. O experiente técnico italiano arriscou tudo, disposto a matar um jogo que já lhe era favorável, e recolheu os frutos já nos descontos, com dois golos, um de João Pedro e outro de Dennis, a fechar as contas num doloroso 4-1, que deixa o United com um registo pobre de apenas uma vitória nos últimos sete jogos da Premier League.

Com mais uma derrota, o Manchester United fica no 7.º lugar, com 17 pontos, mas à mercê de ainda ser ultrapassado por Tottenham e Everton até ao final da jornada.

  • O Manchester United de Solskjaer. Ou como ninguém espera por gigantes presos no passado
    Crónica

    Um exemplo paradigmático de Ole Gunnar Solskjær no Manchester United é o milagre de Paris, há dois anos, quando a desfalcada equipa inglesa conseguiu uma vitória épica sobre o favorito Paris Saint-Germain. Analisar resultados sem ter em conta as circunstâncias que os provocam leva demasiadas vezes a decisões imediatistas e esse jogo, escreve o analista de futebol Tomás da Cunha, agarrou o treinador norueguês ao cargo — até hoje, que tem melhor plantel, mas continua a não conseguir montar uma equipa. E a Premier League, no topo, já não aceita a mediania coletiva