Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Futebol internacional

Southgate renova com a Inglaterra até 2024: “Continua a ser um privilégio incrível liderar esta equipa”

Depois de garantir a primeira final de um grande torneio desde 1966, a Inglaterra de Southgate apurou-se para o Catar 2022 ao ficar em primeiro lugar do Grupo I, com oito vitórias e dois empates. "Temos uma grande oportunidade à nossa frente", garante o selecionador, promovido dos sub-21 em 2016

Tribuna Expresso

Nick Potts - PA Images

Partilhar

Gareth Southgate, no cargo de selecionador inglês desde 2016, renovou contrato com a federação inglesa até 2024. Ou seja, terá mais um Campeonato do Mundo e um Europeu para correr atrás da tão desejada prata.

O homem que ficou marcado, em 1996, como aquele que falhou o penálti na semifinal do Europeu, contra a Alemanha, devolveu à Inglaterra uma final de um grande torneio no Euro 2020 (derrota com Itália, nos penáltis). Isso não acontecia desde 1966, altura em que o país conquistou o Mundial em casa, com Bobby Charlton e companhia.

"Estou encantado por eu e o Steve [Holland, adjunto] termos conseguido prolongar a nossa estadia nos nossos respectivos papéis", afirmou, em declarações ao site da federação.

"Continua a ser um privilégio incrível liderar esta equipa. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer ao Mark [Bullingham, CEO da federação inglesa), ao John [McDermott, o diretor técnico da federação] e ao Conselho de Administração pelo apoio deles e, claro, aos jogadores e à equipa de apoio pelo seu trabalho árduo", disse ainda.

E finalizou: "Temos uma grande oportunidade à nossa frente e sei que eles [jogadores, staff e dirigentes] e os adeptos estão todos entusiasmados com o que esta equipa pode alcançar no futuro".

Southgate, de 51 anos, treinou o Middlesbrough entre 2006 e 2010 antes de pegar nos sub-21 ingleses. Na ressaca do Euro 2016, que Portugal venceu, Roy Hodgson saiu do cargo de selecionador, depois de não ir além dos oitavos de final (Islândia), e Southgate foi promovido.

A liderança do selecionador tem sido marcada por um estilo menos britânico, digamos assim. O treinador pretende ver menos emoção e mais organização no relvado. No Euro 2020, por exemplo, viveu da consistência de Harry Maguire e John Stones, escudados por Declan Rice e Kalvin Phillips, dando assim prioridade à solidez defensiva em detrimento da vertigem a ir para a frente. No ataque, com a equipa bem posicionada e conservadora, entregou a criatividade a Raheem Sterling, que dividiu a responsabilidade dos golos com Harry Kane, o homem que vai batendo recordes atrás de recordes.

A Inglaterra de Southgate apurou-se para o Catar 2022 ao ficar em primeiro lugar do Grupo I, com oito vitórias e dois empates em 10 jornadas. Os jogadores ingleses marcaram 39 golos e sofreram apenas três (dois com a Polónia e um com a Hungria).