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Futebol nacional

Hernâni foi rápido a marcar, Eustáquio foi rápido a empatar

O veloz Hernâni entrou, marcou e... parecia que tinha decidido o FC Porto-Chaves, da 1ª jornada da Taça da Liga, que estava emperrado depois de tantas alterações no onze habitual de Sérgio Conceição. Mas Stephen Eustáquio tinha outras ideias e empatou o jogo (1-1)

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Hernâni, jogador do FC Porto

Octavio Passos

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Se calhar já nem a própria sabe apontar exatamente como é que isso começou, mas Catarina Pereira, autora da coluna "Lá em Casa Mando Eu", aqui na Tribuna Expresso, costuma qualificar as exibições do mal-amado Hernâni sempre com a mesma frase: "É rápido".

Proveniente do Vitória de Guimarães em 2014/15, Hernâni nunca se afirmou verdadeiramente no FC Porto, tendo sido emprestado novamente à procedência e aos gregos do Olympiakos, antes de regressar ao Dragão em 2017/18, época em que só foi utilizado em 19 jogos.

Esta época, Hernâni só tinha nas pernas nove minutos perante o Belenenses e, por isso, quando entrou, esta noite, aos 72 minutos do FC Porto-Chaves, é provável que a maioria dos adeptos (incluindo Catarina Pereira) não acreditasse que saísse dali grande coisa.

Só que, aos 74 minutos, Hernâni fez jus à frase de "Lá em Casa Mando Eu": foi rápido... a marcar. Com um remate potentíssimo, dentro da área, o número 7 portista fez o 1-0 e parecia ter resolvido um jogo que estava emperrado para o FC Porto, depois de uma 1ª parte pouco feliz para os da casa, que nunca conseguiram ultrapassar a barreira defensiva do Chaves.

Mas nem a 1ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga pôde ser um momento de glória para Hernâni. Aos 83', num contra ataque, Stephen Eustáquio aproveitou a ausência de Alex Telles na área (Brahimi estava lá mas atrasou-se) para desviar o cruzamento de Avto para golo.

Surpresos com o empate, os portistas ainda foram à procura de mais um golo - entretanto a entrada de Óliver em campo foi abortada, para que entrasse Aboubakar, e foi mesmo o avançado a conseguir introduzir a bola na baliza visitante... mas com o braço, pelo que o resultado não se alterou.

A verdade é que ninguém esperava um grande jogo no Dragão, depois de uma paragem para compromissos das seleções e tratando-se da Taça da Liga, competição secundária que fez com que Sérgio Conceição promovesse muitas alterações no onze, mas os portistas podiam ter feito bem mais do que fizeram na 1ª parte.

Com Vaná na baliza, João Pedro, Felipe, Diogo Leite e Telles na defesa, Danilo, Herrera, Corona e Otávio no meio-campo e Marega e Adrián Lopez no ataque, o FC Porto nunca conseguiu suplantar verdadeiramente a barreira erguida pelo Chaves de Daniel Ramos, que apareceu no Dragão com uma linha defensiva constituída por cinco jogadores.

O Chaves não queria repetir a exibição da 1ª jornada da Liga - foi goleado no Dragão por 5-0 - e conseguiu estar bem mais consistente defensivamente, pelo que foi adiando progressivamente o golo portista.

Só na 2ª parte, já com Brahimi em campo, é que o FC Porto conseguiu criar mais perigo, mas acabou por não conseguir a vitória, no primeiro de seis jogos em 24 dias para a equipa de Sérgio Conceição, que acabou por ser expulso ao intervalo, alegadamente por palavras dirigidas ao árbitro.

Agora segue-se o Schalke 04, terça-feira, para a Liga dos Campeões. Provavelmente, já com outro onze bem diferente.