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Com pizzas e um (auto)golo se mimam os adeptos do Famalicão

Os 350 adeptos do FC Famalicão que se deslocaram ao Estádio Cidade de Coimbra deram por bem empregues os 156 quilómetros percorridos após um dia de trabalho. Em campo foram brindados com a vitória ao cair do pano e nas bancadas com uma oferenda de 60 pizzas

Isabel Paulo

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Há 25 anos que as gentes de Famalicão já não sabem o que é jogar na I Liga, após a descida aos infernos das divisões secundárias até cair nos campeonatos distritais. Uma década depois, a sorte parece voltar a sorrir ao clube que, no dealbar da década de 90, figurou quatro épocas consecutivas entre a elite do futebol português. Na fria noite desta segunda-feira, em Coimbra, frente à Académica, a equipa de Sérgio Vieira sofreu mas, no último segundo do encontro, no final dos 5 minutos do tempo de descontos, um autogolo de Zé Castro foi a prenda de natal antecipada para os 350 adeptos que não se pouparam a esforços para apoiar o renascido clube de Vila Nova de Famalicão.

A vitória colocou a equipa no comando da Leadman Pro Liga, embora o presente em que já poucos acreditavam não foi o único da noite para os ruidosos famalicenses: nas bancadas do topo norte do Estádio da Cidade de Coimbra, os sócios fiéis da equipa minhota foram banqueteados com 60 pizzas, encomendadas pelo diretor geral Miguel Ribeiro, que no defeso trocou o a gestão do Rio Ave pela SAD recém-criada pelo clube vizinho, detida em 51% pelo israelita, radicado em Inglaterra, Idan Ofer.

Miguel Ribeiro justifica a oferenda pelo facto de ser um jogo disputado numa segunda-feira, à hora de jantar, longe de casa e após um dia de trabalho. “A SAD não quis deixar de premiar quem nos apoia. Gostamos de tomar conta de quem também toma conta de nós”, refere o diretor da SAD que não tem dúvidas que o lugar do Famalicão é na I Liga.

O dono do Quantum Pacific Group, amigo de Jorge Mendes e proprietário de 32% do capital do Atlético de Madrid, não escondeu, em junho último, ao que vinha: recolocar a equipa na Liga NOS, se possível já esta época.

Um final menos feliz teve João Alves. O treinador da Académica viu a Académica relegada para o 11º lugar da tabela classificativa, num jogo em que viu por duas vezes a bola acertar na trave adversária. Há dias, e noites, assim.