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A universalidade do talento: questões de identidade no clássico Sporting - Porto

A pouco menos de 48 horas do Sporting-FC Porto que marca a 17ª jornada da Liga de futebol, começamos já hoje a antecipar o clássico. Pedimos ao analista Luís Cristóvão para olhar para os dois plantéis e ele trouxe-nos Bruno Fernandes e Danilo, dois jogadores que encaixariam como uma luva na identidade de jogo do seu rival

LUÍS CRISTÓVÃO

AFP Contributor

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Nunca atuaram no clube que vão ter como antagonista no próximo sábado, mas pelos seus trajetos Bruno Fernandes e Danilo Pereira encaixariam como uma luva na identidade de jogo do seu rival. Um nasceu nos arredores do Porto e passou por Itália, onde conjugou a rebeldia do seu talento com um reconhecimento tático tão alargado que, no atual momento do Sporting, acaba por carregar o fardo de ser a melhor opção para duas posições diferentes. Outro formou-se nos arredores de Lisboa e uma passagem pela Holanda despertou a sua importância, confirmada posteriormente no FC Porto onde vem sendo peça central dos vários treinadores que passaram pela equipa nas últimas quatro épocas.

A própria forma como se denotam marcas de identidade em cada clube vive um processo dinâmico. Sérgio Conceição, como homem da casa, tem gerido de forma eficiente o que é herança e memória do FC Porto na maneira como desenvolve o seu modelo de jogo. Nesse território, as marcas de jogo de Bruno Fernandes poderiam bem funcionar como um elemento de eclosão de uma certa mundivisão dos subúrbios do Porto. E, no entanto, parte daquilo que é característico do jogo azul e branco funda-se na presença mais regrada e racional que o jogo de Danilo Pereira confere. Um tipo de jogador que Marcel Keizer ainda procura para completar o seu leque de opções de meio-campo num Sporting em reconstrução. Dentro e fora do campo.

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  • Um clássico é um clássico, e este ainda pode animar isto

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    Sábado depois de almoço. À moda antiga. O Sporting recebe um FC Porto que embala para o bicampeonato, com candidatura reforçada depois do 1-1 do Sporting de Braga em Portimão. Se vencer, “elimina” o rival direto, a vantagem aumenta, pelo menos, para sete pontos, e na segunda volta recebe Benfica e leões. Só o “Keizerball” parece poder conseguir mudar o rumo da Liga, mas será que tem ainda força para uma última dança?