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Um bom recomeço

O FC Porto venceu o Santa Clara, na 30ª jornada da Liga portuguesa, com um golo de Marega, e saltou para a liderança, uma vez que o Benfica só joga na segunda-feira

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MIGUEL RIOPA

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"O futebol é um recomeçar constante". Foi Sérgio Conceição quem, de forma até algo poética, o disse, na conferência de imprensa de antevisão do FC Porto-Santa Clara, que ficou marcada pela recente eliminação portista da Liga dos Campeões.

A mensagem era clara: adeus, Champions; olá, minha rica Liga - é hora de recomeçar, porque é na Liga que o FC Porto, agora, tem de se focar, faltando apenas cinco jogos para o final da prova.

Ou melhor, quatro jogos, porque, esta noite, os portistas ultrapassaram de forma até relativamente confortável a primeira das últimas finais que irão ter na prova, colocando assim pressão no Benfica, que passa a Páscoa três pontos atrás do rival, uma vez que só recebe o Marítimo na segunda-feira (20h15, BTV).

Com Manafá e Soares nos lugares de Pepe e Corona, o FC Porto rapidamente se aproximou da baliza adversária e, logo aos 18 minutos, marcou. Brahimi - algo apagado... - ligou por dentro com Herrera, que isolou Otávio, com a ajuda de uma bela finta do médio, mas Marco defendeu o remate do adversário. Só que, no sítio certo à hora certa, lá estava Marega a encostar para golo.

O golo poderia intranquilizar os visitantes, mas a verdade é que o Santa Clara de João Henriques, numa posição muito confortável na tabela - 9º lugar -, jogou sempre de forma bastante ousada, num 4-4-2 que aproveitava para sair rapidamente em contra ataques sempre que possível.

Foi precisamente num desses lances que Osama Rashid quase empatava o jogo, com um remate que passou próximo da baliza de Casillas. Pouco depois, foi a vez de Schettine assustar os portistas, com um golo que acabou por ser anulado, por posição irregular - algo que também já tinha acontecido num lance com Zé Manuel.

Perto da baliza de Marco, Soares esteve perto do golo - quis oferecer a Brahimi, mas a jogada perdeu-se; e Otávio também, numa perda de bola na construção do Santa Clara.

Na segunda parte, depois de um início relativamente morno, foi o Santa Clara a assustar primeiro: numa saída rápida, Patrick, pela direita, encontrou Schettine sozinho pela esquerda e o avançado cabeceou para uma excelente defesa de Casillas.

Já com Corona em campo, no lugar de Brahimi, o mexicano teve nos pés o segundo golo, mas, já dentro da área adversária, isolado por uma assistência de peito de Soares, rematou por cima.

Depois foi a vez de Fernando Andrade, ex-Santa Clara - entrou para a saída de Otávio -, falhar uma espécie de penálti em movimento, isolado na área: Marco protagonizou a defesa da noite.

Com o 1-0 a manter-se, João Henriques ainda deu sinal ao Santa Clara de que queria mais - entraram Ukra e Thiago Santana para o ataque -, mas não haveria mais golos, ainda que os visitantes tenham rondado a área adversária.

Do lado portista, já com Óliver no lugar de Soares, a preocupação era controlar o jogo, assim como a fadiga acumulada, numa 2ª parte bem menos intensa do que é habitual na equipa de Sérgio Conceição.

Contas feitas, o FC Porto fica com 75 pontos, mais três do que o Benfica, que só joga segunda-feira. É, claro está, um bom recomeço.