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DIAP investiga tarja da claque do FC Porto

Super Dragões apresentaram uma tarja no último jogo da Liga contra o Sporting. Árbitros e políticos representados pela claque no estádio do FC Porto que pode incorrer pelo crime de difamação agravada

Hugo Franco

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O Ministério Público abriu um inquérito à tarja apresentada pela claque do FC Porto no último jogo entre o FCP e o Sporting, realizado em maio no Estádio do Dragão. Entre as figuras representadas pelos Super Dragões encontra-se o primeiro-ministro António Costa e Ana Peres (juíza do caso e-Toupeira).

No arranque da segunda parte daquele jogo, a principal claque do clube portuense exibiu a referida tarja com o 'onze' do novo campeão nacional, em que os rostos que preenchiam a foto do Benfica eram, na sua maioria, de árbitros, entre os quais estava o de Fábio Veríssimo, que dirigiu o clássico, árbitros auxiliares, videoárbitros e António Costa.

Durante largos minutos, a tarja, ladeada por outras menores, em preto, como forma de luto, foi sacudida pelos adeptos, enquanto se entoavam os cânticos contra o rival Benfica e novo campeão nacional, sob o aplauso da grande parte dos adeptos.

Ao Expresso, a Procuradoria-Geral da República confirma que o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto abriu um inquérito ao caso. “Confirma-se a existência de um inquérito relacionado com a matéria, a correr termos no DIAP do Porto.”

A claque pode incorrer no crime de difamação agravada, com penas de prisão até seis meses e multas até 240 dias. Uma vez que o caso involve titulares de de cargos de órgãos de soberania, como o primeiro-ministro e a magistrada, estas penas podem ser agravadas.