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Campeonato português: uma questão de ideias

Está de volta a desnivelada Liga NOS, onde as diferenças para os três do costume dependerão de uma coisa: ideias de jogo. Saiba em quem aposta a redação da Tribuna Expresso e os cronistas Um Azar do Kralj, Lá em Casa Mando Eu e Diogo Faro para o pódio de 2019/20, assim como para as revelações da época

Diogo Pombo

HUGO DELGADO

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Não é bem um jogo de um, dó, li, tá de que se trata — antes fosse. Pôr as mãos na bola de cristal e canalizar o nosso vidente interior para ver o que aí vem do campeonato português só resulta até nos livrarmos do óbvio: que entre Benfica, FC Porto e Sporting andarão o primeiro, segundo e terceiro lugares, com a ocasional dúvida se o Braga é, ou não, capaz de colocar o bedelho onde, por tradição, só é tido e chamado de vez em quando.

Há umas quantas razões para isto, que nascem de uma primordial: os grandes têm, de longe, mais qualidade individual do que os outros 15 clubes e têm um titular de cada posição no campo que, de nove em cada 10 vezes, jogaria à frente de outro qualquer jogador que essas equipas tenham.

É um desnível crónico que se vem acentuando pelo dinheiro, que tenderá a manter-se enquanto for cada um por si a negociar os euros vindos de direitos televisivos. Euros que, bem investidos, constroem melhores condições de treino e formação, montam departamentos de scouting, vão buscar melhores futebolistas e, carregue-se no bem investir, contratam gente e treinadores que atinem num projeto — e ideias de jogo. É neste ponto que tudo o que existe para lá dos três grandes e, cada vez mais, do Sporting de Braga, depende para competir.

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