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Dois pontapés no último resistente

Depois de um jogo complicado, o Benfica conseguiu superar o Belenenses SAD de Jorge Silas, o único adversário que a equipa de Bruno Lage ainda não tinha conseguido vencer na Liga, cortesia de um pontapé de Rafa e de outro de Pizzi

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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A 6 de janeiro de 2019, Bruno Lage subia ao estádio de Luz para o seu primeiro jogo enquanto treinador do Benfica. Conseguiu uma vitória, frente ao Rio Ave, por 4-2, e, partir de então, na Liga portuguesa, somou, em 20 jogos, 19 vitórias e... um empate.

A 11 de março de 2019, também na Luz, o Benfica de Lage perdia os primeiros - e únicos - pontos com o novo treinador, num empate a dois golos, frente ao - adivinhou - Belenenses SAD de Jorge Silas.

Os azuis do Jamor eram, até este sábado, a única equipa da Liga que o Benfica ainda não tinha suplantado e a verdade é que, durante grande parte do jogo desta noite, a tarefa pareceu muitíssimo difícil.

Montada num versátil 3-2-3-2, a equipa de Silas dificultou ao máximo a vida do campeão, particularmente em termos defensivos, já que poucas vezes conseguiu assustar Odysseas, apesar dos longos períodos em posse da bola.

Na 1ª parte, o Benfica - que manteve exatamente o mesmo onze que goleou o Paços de Ferreira na 1ª jornada - até teve algumas oportunidades de golo, particularmente nos pés de Seferovic, mas o avançado suíço teve uma noite para esquecer ao nível da eficácia ofensiva.

PATRICIA DE MELO MOREIRA

Quem teve uma noite para recordar foi Rafa, sempre o mais desequilibrador do Benfica, assim como o seu parceiro da ala oposta, Pizzi. De resto, o meio-campo do Benfica teve pouco protagonismo, muito devido à presença (ou falta dela) de Samaris, que pouco acrescentou em termos ofensivos à equipa.

Do outro lado do campo, apesar de ter Kikas e Licá como avançados, o Belenenses SAD raramente conseguiu assustar Odysseas, com exceção para um lance que encerra a 1ª parte, quando Rúben Dias escorrega e falha o domínio da bola e Kikas fica isolado em frente ao guardião benfiquista - mas Odysseas faz uma excelente defesa com o braço esquerdo.

Os adeptos tiveram de esperar até aos 58 minutos - depois de uma entrada forte do Benfica na 2ª parte - para ver um golo. Depois de uma grande combinação na área entre Pizzi e Rafa, foi este último a rematar para o 1-0, aliviando a pressão.

O golo teve o condão de levar o Belenenses SAD mais para a frente, com a equipa de Silas a procurar instalar-se no meio-campo adversário e, aí sim, a assustar o Benfica. Aos 79 minutos, após um cruzamento para a área visitante, Nuno Tavares falha o corte e Vélez, só com Odysseas pela frente, falha o alvo.

Já com Chiquinho em campo, por troca com RDT, o ataque do Benfica voltou a ganhar fulgor e foi precisamente Chiquinho a oferecer o golo a Seferovic - mas o lance acabou anulado por fora de jogo.

Logo a seguir, nos minutos finais, chegaria então a confirmação da vitória: Rafa, na área, solta para Pizzi e o médio faz o mesmo que o colega já tinha feito - remata para golo.

No final, 2-0 e o Benfica mantém o registo 100% vitorioso na Liga (e Lage vence a única equipa que ainda não tinha vencido), mesmo antes de receber o FC Porto, na Luz.

Bruno Lage merece todos os elogios, menos um

O treinador e comentador Blessing Lumueno analisa o desempenho do Benfica à luz dos predicados do seu treinador, que confere agressividade, juventude e liberdade à equipa, à qual falta um foco coletivo no ataque. E é assim que se lança o Belenenses SAD - Benfica de sábado (19h), em que Lage defronta Silas, um técnico criativo e adaptável