Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Um, dois, três (e quatro): a conta que Zé Luís fez

Sérgio Conceição apostou em Zé Luís (e Marega) para a frente de ataque frente ao Vitória de Setúbal e o reforço correspondeu, marcando três golos (o outro foi de Díaz) e dando a vitória ao FC Porto (4-0)

Tribuna Expresso

Quality Sport Images

Partilhar

Em 2018/19, o melhor marcador da Liga NOS, Haris Seferovic, fez 23 golos. Mais abaixo na lista, em 4º lugar (juntamente com Bas Dost e João Félix), o melhor marcador portista na prova foi Soares, com 15 golos.

Avançando para 2019/20, tanto Seferovic como Soares têm sido os habituais titulares na frente de ataque das respetivas equipas. Contudo, tanto o suíço como o brasileiro têm desiludido neste início de época, falhando uma série de golos aparentemente fáceis - com a falta de eficácia a ser particularmente prejudicial para o FC Porto, que perdeu na 1ª jornada com o Gil Vicente e que foi eliminado da Champions pelo Krasnodar.

Foi nesse ambiente pouco tranquilo que os portistas entraram no Dragão, mas, agora, com uma novidade na frente de ataque: Zé Luís, acompanhado por Marega. A nova dupla ofensiva remeteu, assim, Soares para o banco, mas a verdade é que a aposta de Sérgio Conceição deu frutos.

E não foi a única. Depois da desilusão que foi a exibição de Saravia frente ao Krasnodar (e, antes, de Manafá frente ao Gil), Sérgio Conceição voltou a uma fórmula antiga para lateral: Corona. O mexicano já tinha sido utilizado a avançado e a extremo esta época, mas ainda não tinha estado a lateral, já que os portistas têm três opções para esse lugar: o reforço Saravia, Manafá e, por fim, Tomás Esteves, jovem promissor que ainda não foi aposta.

O FC Porto cruzou muito. Corona acertou um em nove

O FC Porto cruzou a bola 34 vezes para a área do Krasnodar e 18 aconteceram na segunda parte, quando a equipa passou a tentar atacar a baliza russa ainda mais dessa forma, por fora e deixando vários jogadores na área. Fê-lo através de dois jogadores em particular, responsáveis por metade desses cruzamentos após o intervalo. Um deles só acertou uma bola que cruzou para a área em todo o jogo e, mesmo assim, a equipa continuou a 'forçá-lo' a cruzar

No meio-campo, houve também outras novidades em relação ao jogo com o Krasnodar: Romário Baró, que foi incrivelmente importante no equilíbrio do corredor central, onde por passou até mais tempo do que no corredor direito, já que Corona tem propensão muito ofensiva; e Uribe, que assumiu o lugar que pertencia a Sérgio Oliveira, ainda lesionado.

Com uma equipa aparentemente mais equilibrada, o FC Porto não demorou muito a criar perigo perante um Vitória de Setúbal com poucos argumentos para mais: Alex Telles enviou uma bola ao poste, num livre, e, na recarga, Marcano quase conseguia o golo.

Não foi aos 8 minutos mas foi aos onze: depois de recolher uma bola à frente da área adversária, Zé Luís puxou o pé atrás e rematou, de longe, para a baliza.

O golo não só aliviava o Dragão, depois de uma semana complicada, como ainda motivava os intervenientes, claramente com vontade de dar a volta ao mau momento portista: Marega também esteve perto do golo, mas não acertou com as redes.

Do outro lado do campo, o Vitória aproveitou um corte mal feito de Danilo para assustar: Hachadi rematou, já dentro da área, mas Marchesin voltou a demonstrar que foi um excelente reforço para a baliza portista.

Aos 21 minutos, novo golo, do mesmo homem: num livre, Alex Telles cruza, Pepe desvia e Zé Luís aparece, com um excelente cabeceamento, a fazer o 2-0.

Claramente a dominar o jogo, o FC Porto foi baixando o ritmo e só na 2ª parte se voltou a ver golos. Aos 63', após canto batido por Alex Telles, Zé Luís voltou a marcar de cabeça, completando assim um hat trick.

O jogo já estava praticamente fechado para os portistas, mas, logo no minuto seguinte, os anfitriões aproveitaram a desatenção alheia para voltar a marcar. Zé Luís lançou Marega no espaço e o avançado ofereceu o golo a Diaz, já dentro da área.

Com o 4-0, Sérgio Conceição aproveitou para rodar a equipa, fazendo entrar Nakajima, Soares e o miúdo Fábio Silva (saíram Baró, Marega e Zé Luís), e até houve mais oportunidades - Nakajima esteve perto de marcar -, mas não houve mais golos.

Na baliza portista, Marchesín voltou a estar em destaque nos últimos minutos, evitando o golo, primeiro, de Hachadi e, logo de seguida, de Éber Bessa - com uma ajuda da trave.

O FC Porto conquista, assim, os seus primeiros três pontos na Liga, precisamente antes da deslocação à Luz, na próxima jornada, para defrontar o Benfica.

Dois pontapés no último resistente

Depois de um jogo complicado, o Benfica conseguiu superar o Belenenses SAD de Jorge Silas, o único adversário que a equipa de Bruno Lage ainda não tinha conseguido vencer na Liga, cortesia de um pontapé de Rafa e de outro de Pizzi