Marcano não adormeceu à sombra da bananeira
Houve dois jogos distintos em Portimão: na 1ª parte, o FC Porto dominou tranquilamente e ficou a vencer por 2-0; na 2ª parte, o Portimonense empatou... e, já nos descontos, valeu a cabeça de Marcano a salvar os três pontos para os portistas
15.09.2019 às 20h28
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O calor tem destas coisas: faz-nos ir à praia, para apanhar sol e mergulhar no mar, mas também nos deixa, frequentemente... moles. Tão moles como ficou, esta noite, o FC Porto no quentinho de Portimão, depois de se colocar em vantagem e deixar-se adormecer à sombra da bananeira.
Esta tarde, houve duas partes totalmente distintas no Algarve.
Na primeira, só deu FC Porto - tanto até que o Portimonense nem sequer conseguiu efetuar um único remate à baliza de Marchesin. Os portistas - com Zé Luís, Marega e Pepe, que estavam em dúvida, mas sem Baró, por lesão (entrou Otávio) - dominaram desde cedo o jogo e a vantagem no marcador era mais do que adequada ao que se via.
Aos 24', depois de uma mão na bola de Jadson - fez um carrinho e esticou o braço no chão - Alex Telles concretizou o respetivo penálti. O golo portista só pecava por tardio, dado que a equipa de Sérgio Conceição continuou a ter oportunidades: Danilo enviou uma bola ao poste e Zé Luís também desperdiçou perto da baliza.
Contudo, já em cima do intervalo, após um excelente cruzamento de Uribe, Zé Luís apareceu a concretizar o seu quarto golo na Liga.
O FC Porto ia para o intervalo a ganhar, com inteira justiça e a verdade é que nada indicava que a segunda parte iria tomar o rumo que tomou. Confortável com o resultado, o FC Porto foi baixando cada vez mais o ritmo do jogo, afastando-se da baliza adversária, apesar de ainda ter tido tentativas de golo, através de Marega e de Otávio, e apesar de Sérgio Conceição ter tentado refrescar a equipa, com a entrada de Nakajima (que não entrou particularmente efetivo, é certo, mas até deu pena a enorme descompostura que levou do treinador, no final do jogo, por razões que não ficaram claras), por troca com Diaz.
O Portimonense, ao contrário do adversário, não se deixou adormecer pelo calor algarvio e aproveitou a entrada de Marlos, por troca com Tabata, aos 65', para animar o ataque. O colombiano criou muitos problemas à defesa portista, mas o golo, aos 74', até nem foi dele: foi de Dener, que cabeceou de rompante na área depois de um cruzamento de Aylton pela esquerda.
De repente, o jogo mudava de feição, com o Portimonense a chegar mais perto da baliza de Marchesin e, ao segundo remate algarvio no jogo... segundo golo. De fora da área, com um grande pontapé, o lateral japonês Anzai empatou a partida, aos 77'.
Confirmado o empate, o jogo entrou numa nova fase de ataques de um lado e de outro, se bem que o Portimonense foi o mais perigoso, com Marlos a protagonizar novo lance que podia ter dado golo, mas a falta de Alex Telles, que acabou expulso, dificultou-lhe a ação.
Já no limite do tempo de descontos, o FC Porto conquistou um canto e, quando parecia que o resultado já estava fechado... Marcano elevou-se mais do que os adversários e cabeceou para o 3-2.
O FC Porto conseguiu os três pontos, mas não se deverá livrar de uma reprimenda coletiva, dado que não conseguiu - mais uma vez - controlar um jogo - e um resultado - que estava perfeitamente favorável.
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