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Conquistar o que ainda não foi conquistado

O FC Porto entrou a ganhar na única prova nacional que ainda não conquistou, ao superiorizar-se ao Santa Clara, com um golo do central Diogo Leite

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Dizem que o 13 é o número do azar, mas é a 13ª edição da Taça de Liga que pode, finalmente, ser de sorte para o FC Porto. Desde que a prova foi criada, em 2007/08, os portistas nunca conseguiram conquistá-la, ao contrário do que aconteceu com os rivais - o Benfica já tem sete troféus da Taça da Liga, enquanto o Sporting soma dois e, na última época, venceu precisamente perante o FC Porto.

Esta é, por isso, uma espécie de espinha entalada nas gargantas portistas, mas, ao contrário do que costuma suceder, o FC Porto entrou na prova a vencer.

Mesmo com um onze praticamente todo remodelado - Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Alex Telles, Mbemba, Bruno Costa, Baró, Nakajima, Fábio Silva e Soares -, os portistas foram superiores ao Santa Clara, tal como tinha sucedido no jogo anterior entre ambas as equipas, esse para a Liga portuguesa.

Também com várias mudanças no onze - André Ferreira, Rafael Ramos, César, Fábio Cardoso, Mamadu, Lucas Marques, Nené, Lincoln, Schettine, Pineda e Alfredo Stephens -, o Santa Clara até foi o primeiro a criar perigo, com Pineda a ter a primeira grande ocasião do jogo, na cara de Diogo Costa, mas a bola acabou por não acertar na baliza.

Do lado do FC Porto, também houve novidades ao nível da organização ofensiva: a equipa de Sérgio Conceição atacava com três defesas, já que Pepe e Diogo Leite ficavam mais atrás, com Mbemba, trinco, perto de ambos, e depois eram Baró e Nakajima a jogar pelo corredor central, sendo os laterais Telles e Manafá a dar largura e profundidade ao jogo.

A nova organização funcionava bem, particularmente quando a bola chegava aos pés de Nakajima, que se destacou claramente, mas, ainda assim, os portistas demoraram a criar verdadeiras oportunidades de perigo, assustando o guarda-redes adversário apenas com remates de meia distância.

Já em cima do intervalo, num livre quase no meio-campo, o FC Porto entrou pelo corredor esquerdo com uma excelente incursão de Nakajima, que cruzou para a cabeça de Diogo Leite, que fez o 1-0.

Na 2ª parte, é certo que o Santa Clara foi tentando subir mais no terreno - João Henriques fez entrar Bruno Lamas e Ukra - e até teve duas oportunidades por parte de Schettine, mas pouco mais do que isso.

O FC Porto foi sempre adormecendo o jogo, parecendo até algo passivo, por vezes, mesmo com Sérgio Conceição a tentar animar o ataque, fazendo entrar Otávio, Zé Luís e Luis Diaz.

Até final, o 1-0 manteve-se, tranquilamente, com o jogo a terminar com duas notas distintas para os portistas: Fábio Silva, sempre muito irrequieto no ataque, tornou-se o titular mais novo de sempre do clube, e Romário Baró, já no final, foi derrubado de forma agressiva por Fábio Cardoso, tendo de sair lesionado - e com lágrimas na cara.