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A saúde que vai dentro da cabeça de quem joga

Carlos Fernandes é guarda-redes, tem 39 anos, e a razão pela qual ainda joga tem a ver com a saúde mental, tema do mais recente estudo do Sindicato dos Jogadores, que a Tribuna Expresso antecipa - só será apresentado na totalidade a 10 de outubro

Diogo Pombo

Carlos Fernandes, guarda-redes do Amarante

Ricardo Castelo\Nfactos

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Entra em campo, alinhado com a equipa, com o peito e a cara feitos para a televisão, e deixa os ouvidos para o hino da Liga dos Campeões, que faz arrepiar quem o ouve de fora, imagine-se então quem o escuta lá dentro, antes de jogar. “Foi o melhor que tive”, garante. Mas, perfilado, enquanto ecoava o som da competição que todos os futebolistas querem disputar, um “único pensamento” atormentava-o: “Isto está a ser visto pelo mundo inteiro, não posso dar barraca.”

Carlos Fernandes é humano, e os humanos erram. Não é um avançado que pode “falhar 10 golos mas se marcar no último minuto é o maior do mundo”. É um guarda-redes que tem “a baliza atrás quando erra” e a quem são apontados dedos mesmo se, antes, tiver impedido 15 bolas de entrarem. Ele sabe-o há 39 anos, mas ainda vive “uma vida de solidão” na baliza, porque tem receio.

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