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Não houve Taça, mas houve história

O FC Porto foi claramente superior ao Coimbrões, vencendo por 5-0 e avançando na Taça de Portugal, numa noite em que houve história: Fábio Silva passou a ser o mais jovem de sempre a marcar pelos portistas

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Carlos Rodrigues

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Se o estimado leitor não se lembra o que andava a fazer a 19 de julho de 2002, não se preocupe, Fábio Silva também não. É que foi nesse dia que o mais jovem dos avançados portistas nasceu, o que faz dele um rapaz de 17 anos e três meses, mais coisa, menos coisa.

E isto é importante não só pela qualidade imensa que o filho de Jorge Silva já demonstra, mas também porque, esta noite, Fábio Silva inscreveu o seu nome na história do FC Porto, ao tornar-se o mais jovem marcador de sempre do clube, ultrapassando assim Rúben Neves, que tinha marcado com 17 anos, cinco meses e três dias, frente ao Marítimo, no jogo de abertura da Liga em 2014/15.

Foi essa, aliás, a maior história de um jogo sem história, porque, com todo o respeito pelo Coimbrões - como, aliás, já Sérgio Conceição tinha pedido na antevisão da partida -, nunca houve a mais remota hipótese do resultado parecer outro que não a vitória do FC Porto.

No estádio de Pedroso, em Gaia, o FC Porto, mesmo com um onze com muitas novidades - Diogo Costa, Saravia, Mbemba, Diogo Leite, Manafá, Otávio, Loum, Bruno Costa, Luis Díaz, Soares e Fábio Silva -, só demorou seis minutos para chegar ao 1-0.

Depois de um corte incompleto da defesa do Coimbrões, a bola foi parar a Luis Diaz, que marcou o primeiro da noite. A bola foi ao centro do terreno e... logo a seguir, a passe do mesmo Diaz, Soares fez o 2-0.

Se, antes do jogo, a equipa do Campeonato de Portugal ainda podia sonhar com uma gracinha (e houve várias este sábado), assim que a bola começou a rolar foi imediatamente evidente que o FC Porto não estava para brincadeiras.

Aos 12 minutos, novo golo, através de remate de Mbemba, e os portistas sempre a acelerarem em direção à baliza adversária, ainda que, com a vantagem, o ritmo da partida tenha baixado.

Ao intervalo, domínio completo do FC Porto, já que o Coimbrões raramente conseguia aproximar-se da área de Diogo Costa. Na 2ª parte, novo golo de Diaz, aos 68', agora a passe de Soares e, por fim, aos 81', o tal golo que ficará para a história portista.

De resto, não houve mais história. Nem Taça.