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Pepa: "É bom partilharmos e falarmos de futebol. Com todo o respeito, não posso dizer que foi uma entrada forte do Sporting"

O treinador do Paços de Ferreira foi honesto, aberto e explicativo na flash interview, após a derrota (1-2) contra o Sporting, explicando que os primeiros 45 minutos são para esquecer e que os seus jogadores "têm de perceber que têm que fazer" o que é trabalhado nos treinos

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OCTÁVIO PASSOS/Lusa

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A mão e o penálti de Luiz Carlos

"Temos noção do caricato que foi e acontece quem está lá dentro sabe-o. Com todo o respeito, e o Sporting tem bons jogadores, um bom treinador e fez um bom jogo, mas não posso dizer que foi uma entrada forte do Sporting. Não entrámos na primeira parte.

Fomos muito receosos, inibidos com bola, e isto não é a nossa equipa. Mais do que questões técnicas, táticas e estratégicas, os jogadores têm que perceber que têm que fazer o que treinamos. A segunda parte foi completamente diferente, arrisco dizer que até foi ingrato o que aconteceu no jogo, mas o jogo tem 90 minuto e não podemos acabar com a sensação de que podíamos ter feito mais.

Empatámos e, quando estávamos bem e por cima, de repente fazemos falta, um livre e é penálti. É ingrato, mas não podemos ficar a lamentar, temos que olhar para dentro e pensar que não podemos dar 45 minutos de avanço."

Discurso ao intervalo

"Não há segredos, é bom partilharmos e falarmos de futebol. Não estávamos a ganhar segundas bolas, estávamos a deixar o Sporting ligar por dentro, a questão dos nossos alas condicionarem os médios que pegavam na largura. Eles conseguiam atraiam por dentro para ligar por fora. Alterámos, ficámos com duas linhas de quatro, o Pedrinho subiu para pegar mais nos centrais.

Mas, acima de tudo, a disponibilidade, o não ter receio de jogar olhos nos olhos. Não jogamos para o ponto, jogamos para os três pontos e isso ficou demonstrado na segunda parte. Sinto-me um bocado triste pelos primeiros 45 minutos, agora, a segunda parte sim. Acreditámos, os nossos adeptos apoiaram-nos, fizemo-los acreditar e todos acreditámos que era possível virar o resultado."

O que leva de positivo do jogo?

"Muita coisa. Acima de tudo, potenciar o que fizemos de muito bom, mas, depois, temos de tirar aquilo de que não gostámos. Ou seja, a primeira parte, que não pode acontecer. Não mostrámos vontade de ganhar desde o primeiro minuto, aí falhámos redondamente.

Na segunda parte, encostámos o Sporting lá atrás, tiveram que colocar três centrais, o que é normal, agarraram-se ao resultado e parabéns ao Sporting por continuar com esta dinâmica. Mas temos que anular os primeiros 45 minutos, porque acho que a nossa segunda parte foi muito boa."