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Bolas (paradas) de ouro

O FC Porto desbloqueou um jogo pouco emocionante de uma forma habitual: com uma bola parada, desta vez concretizada por Loum. Já na 2ª parte, Zé Luís deu um pontapé no marasmo com uma bicicleta perfeita e os portistas venceram o Paços de Ferreira por 2-0, na 12ª jornada da Liga

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MIGUEL RIOPA

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Depois do ritmo frenético do jogo perante o Young Boys, para a Liga Europa, particularmente na 2ª parte do jogo na Suíça, o FC Porto entrou no Dragão... frente ao Paços... para a 12ª jornada da Liga... com... muita... lentidão.

Novamente com Aboubakar no onze - juntamente com Marchesín, Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles, Otávio, Danilo, Loum, Corona e Marega - o FC Porto, desde início, protagonizou uma exibição pobre em termos ofensivos, apesar de ter o domínio total do jogo, aparentemente concedido pelo Paços, que ia tentando fechar atrás para depois sair rapidamente para o contra ataque.

Depois de um aviso de Uilton Silva que foi parar às mãos de Marchesin, o FC Porto, que não conseguia criar oportunidades de golo em ataque continuado, aproveitou uma das suas grandes armas para se colocar em vantagem: as bolas paradas.

Aos 18', Alex Telles, como é habitual, bateu o canto para a área e uma das "torres" portistas elevou-se no alto para cabecear para o 1-0: Loum foi o marcador, sendo este o primeiro golo do médio pelo FC Porto, no seu oitavo jogo pelos portistas.

Convém também notar que os cantos constituem 30% dos golos do FC Porto na Liga: em 23 golos, sete surgiram através de cantos.

A eficácia do FC Porto, a esta altura, era total: um remate, um golo. E, com exceção para um remate de Marega ao poste, após passe de Otávio, aos 35', pouco mais houve para ver no Dragão na 1ª parte. Nota apenas para a saída precoce de Aboubakar, com queixas físicas: Zé Luís entrou em campo já perto do intervalo.

E, na 2ª parte, mais do mesmo: ritmo lento, um Paços inofensivo, um FC Porto aparentemente satisfeito com o resultado e apenas três momentos de animação:

1. a invasão de campo de um adepto sem camisola;

2. um cabeceamento de Marega - na sequência de um canto de Telles, claro! - que foi para as mãos de Ricardo Ribeiro;

3. o único grande momento de classe da noite: após cruzamento de Telles (este em bola corrida), Zé Luís, na área, dominou de peito e marcou de pontapé de bicicleta, com o pé direito.

Golaço para ver e rever, num jogo que pouco mais teve para ver, quanto mais para rever. Vitória tranquila do FC Porto, que continua em 2º lugar, com 31 pontos, a perseguir o líder Benfica, que tem 33.