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A contratação de Rúben Amorim é “uma vergonha”, “um triste episódio que mancha a classe”

A Associação Nacional de Treinadores criticou a escolha do Braga, que fez subir Rúben Amorim à equipa principal depois de despedir Ricardo Sá Pinto. Em causa estará a falta de habilitações do antigo médio

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Enquanto jogador, Rúben Amorim esteve duas épocas em Braga, emprestado pelo Benfica (2011/12 e 2012/13)

AFP

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A Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF) criticou duramente o Sporting de Braga por ter escolhido Rúben Amorim para treinador da equipa principal. Palavras como “vergonha”, “repúdio” e “triste episódio” estão espalhadas num comunicado oficial da ANTF. Sem o dizer, acredita-se que o tom do texto estará ligado ao facto de Amorim não ter o nível IV de treinador.

Rúben Amorim treinava a equipa sub-23 do Braga e subiu aos seniores para substituir Ricardo Sá Pinto, entretanto despedido por António Salvador.

Leia o comunicado:

"A Direção da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, ao tomar conhecimento através da comunicação social da recente contratação de Rúben Amorim para o cargo de treinador principal da equipa sénior do Sporting Clube Braga – SAD, vem publicamente manifestar o seu repúdio por mais este triste episódio, que mancha a Classe dos Dirigentes e desprestigia a imagem do Futebol Português. UMA VERGONHA!

Não é nosso intento personalizar. Pautamos a nossa atuação pela defesa da aplicação da lei e dos regulamentos, em nome da verdade desportiva e sempre na defesa dos interesses de TODOS os treinadores. Lamentamos por isso, que apesar de termos dos melhores interpretes e treinadores de futebol do mundo, continuemos a assistir a uma carência tão latente a nível do dirigismo clubístico.

Sublinhamos que cada vez mais, a melhoria do futebol passa pelo aumento das qualificações profissionais e estas pelo aumento do nível quantitativo e qualitativo da educação e formação profissional.

A ANTF irá propor ao Governo da República a alteração do Regime Jurídico das Federações Desportivas, no sentido de ser retirada aos clubes (Liga) a autonomia que, presentemente, lhes assiste para decidirem em causa própria em matérias tão sensíveis como a elaboração do Regulamento de Competições, assim como as consequências do seu incumprimento.

Quem não é capaz de respeitar os próprios regulamentos que elabora, não é digno de ter essa autonomia regulamentar!

Rio Tinto – Gondomar, 26 de Dezembro de 2019
A Direção.
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