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José Peseiro: "Apanhei o vulcão na maior erupção. A maior cratera em que o Sporting esteve, eu estava lá"

Foi o único a treinar o FC Porto e o Sporting na última década e concedeu uma entrevista ao "O Jogo", em que admitiu que não voltou a falar com Frederico Varandas, que o despediu no início da época passada, em que até quis contratar Nakajima quando estava a formar uma equipa "num turbilhão, numa confusão". Peseiro disse ainda que, recentemente, esteve "próximo de chegar a um acordo" com um clube do Brasil

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Carlos Rodrigues

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O Sporting que apanhou

"Eu apanhei o vulcão na maior erupção. A maior cratera em que o Sporting esteve, eu estava lá. Estive no pior momento da história do Sporting. Quando saímos, estávamos a dois pontos do primeiro lugar e em todas as competições. Fizemos uma equipa num turbilhão, numa confusão."

As diferenças entre FC Porto e Sporting

"O FC Porto é, neste momento, mais organizado do que o Sporting, porque não passou pelo trauma que o Sporting passou no último ano e meio. O FC Porto tem melhor plantel, mais qualidade, mais organização, mais equipa, fruto também da qualidade do seu treinador e daquilo que ele tem dado ao FC Porto. O Sporting tem um onze de qualidade, mas, fora do onze, não tem a mesma qualidade que o FC Porto.

O clube, fruto do que se passou, não está unido. Antes do trauma, teve dois/três anos de grande nível. O Sporting tem mudado a direção técnica e os jogadores. O FC Porto também vendeu jogadores, mas contratou com qualidade. O Sporting não tem os recursos do FC Porto. Não estando na Champions, tem menos recursos."

Nakajima, que queria contratar para o Sporting

"Era um dos jogadores que queríamos contratar, mas não conseguimos por ser caro. Queria para médio ofensivo, extremo de jogo interior. É um jogador que tem de ter movimento e dinâmica para desequilibrar. Mas tem capacidade de decisão e uma relação com bola muito boa."

O 'antigo' Marega

"Quando cheguei, o FC Porto vivia um período de instabilidade grande e, em termos de plantel, tinha dificuldades em algumas posições. A falta de jogadores e de algumas opções de recurso prejudicaram a adaptação do Marega. No Marítimo jogava em contra-ataque e chegou a um clube que dominava em posse, tinha menos espaço para jogar...

Foi lançado às feras sem condições, condicionado por não ter tempo para aprender a metodologia, a exigência."