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Soares tira, Soares dá (e o VAR também)

Depois de um final de loucos, com o videoárbitro a corrigir uma decisão que dava o 2-2 ao Vitória, já nos descontos, o FC Porto venceu mesmo, por 2-1, com um golo decisivo de Soares (que antes tinha cometido um penálti), e avançou para a final da Taça da Liga, na qual vai defrontar o Sporting de Braga

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MIGUEL RIOPA

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Terça-feira à noite, no Goodison Park, o Everton ia vencendo o Newcastle de forma confortável, por 2-0, quando o jogo entrou no período de descontos. Já ninguém acreditava, mas, aos 90+4', o suplente Florian Lejeune reduziu para 2-1. Faltando apenas um minuto para jogar, nem o mais otimista dos adeptos acreditaria em mais golos, mas, com a bola a entrar novamente na confusão na área do Everton, Florian Lejeune... voltou a marcar, fazendo o 2-2 final (vale a pena ver o vídeo).

Quarta-feira à noite, no Municipal de Braga, o FC Porto ia vencendo o Vitória de Guimarães de forma menos confortável, por 2-1, quando o jogo entrou no período de descontos. Depois de Marcus Edwards bombear a bola para a área portista, Diogo Costa lançou-se no ar e, de repente, largou o que parecia ter agarrado, permitindo a João Pedro - que também já tinha marcado nos descontos do jogo contra o Santa Clara - fazer o 2-2.

Tal como aconteceu no final do Sporting-Sporting de Braga, parecia que íamos ter penáltis a decidir o finalista da Taça da Liga... não fosse o VAR. Jorge Sousa foi chamado a rever o lance entre João Pedro e Diogo Sousa e, afinal, o jogador vitoriano tocou nas mãos do guardião portista de forma faltosa, decidiu o árbitro, invalidando o golo que tornava este um final de loucos.

Assim sendo, o FC Porto manteve a vitória, assegurada com muito suor (há lenços por aí?), já que os portistas estiveram mesmo a perder perante um Vitória muito coeso, que se superiorizou ao adversário em alguns momentos do jogo.

Só que, pelo sexto jogo consecutivo, Soares fez o que melhor sabe fazer: marcar. Foi o avançado brasileiro a consumar a reviravolta no marcador, já aos 75', depois de uma jogada fantástica de Corona pela direita (mais um grande jogo do mexicano, que foi considerado o melhor em campo, a lateral), redimindo-se então do que tinha feito aos aos 65'.

MIGUEL RIOPA

É que, dentro da área portista, Soares pontapeou Bonatini, levando Jorge Sousa a assinalar um penálti que Tapsoba não falhou. O Vitória de Ivo Vieira foi a primeira equipa a colocar-se em vantagem, com justiça perante o que tinha produzido, ainda que, ofensivamente, tenha pecado na criação - e finalização - de oportunidades de golo.

Ainda assim, não teve muito tempo para saborear a vantagem: logo no minuto seguinte, Alex Telles acertou com uma bomba na baliza de Douglas e voltou a empatar o marcador de um jogo que foi sempre muito dividido.

Na 1ª parte, houve mais Vitória, mas os lances mais perigosos ocorreram junto da baliza de Douglas, com Marega, num remate dentro da área, e Mbemba, num cabeceamento, a estarem perto do golo. Do outro lado, nem Edwards nem Davidson acertavam com a baliza de Diogo Costa, apesar das ocasiões para tal.

A 2ª parte continuou dividida, mas com mais oportunidades de golo a cada lado, até ao final de loucos que fez com que, resumindo e concluindo, o FC Porto avançasse para a final da Taça da Liga, sábado, na qual vai defrontar o mesmo Sporting de Braga com o qual perdeu para a Liga, no passado fim de semana. Hora da vingança?