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Fábio Coentrão apresentou-se em Tribunal como “um jogador de futebol reformado”. Mas “claro que não é verdade”

Tem 31 anos, não joga desde o final da época passada e, de repente, também parecia já não estar para aí virado. Fábio Coentrão foi, esta quarta-feira, ao Tribunal de Monsanto para ser ouvido no julgamento do caso do ataque à Academia de Alcochete e, quando questionado pela profissão, apresentou-se como um futebolista retirado. Mas, à Tribuna Expresso, garante que não está reformado

Alexandra Simões de Abreu e Diogo Pombo

Depois de ter terminado a época 2018/19 no Rio Ave e de ter estado perto de ingressar no FC Porto, Fábio Coentrão continua sem clube

MIGUEL RIOPA

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Era capitão e já nem jogava como defesa, mas sim como uma espécie de número 10, a distribuir passes e a ser um íman de tudo o que era futebol atacante do Rio Ave. Da última vez que o vimos jogar, em 2018/19, Fábio Coentrão era assim.

E, esta quarta-feira, de repente, essa parecia ser a última versão vista de Fábio Coentrão, o futebolista, porque falou, por videoconferência, no Tribunal de Monsanto, para ser ouvido no âmbito do caso do ataque à Academia de Alcochete e apresentou-se como um ex-futebolista: ao ser questionado pela profissão, respondeu que era "um jogador de futebol reformado".

Dito pelo próprio, só poderia ser interpretado como sendo verdade. E eis que, passados seis meses de inatividade nos relvados, aos 31 anos, e numa altura em que estava a ser associado ao Bolonha, parecia que Fábio Coentrão estava a ceder ao velho cliché das botas penduradas, com a Renascença a anunciar a retirada do futebolista. Só que não.

Contactado pela Tribuna Expresso, o internacional português garantiu que está "pronto para abraçar um novo projeto" e, questionado sobre a veracidade das afirmações proferidas em Tribunal, disse: "Claro que não estou reformado".