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Paulo Sérgio é o novo treinador do Portimonense

Técnico de 51 anos regressa a Portugal, depois de ter treinado os sauditas do Al Taawon. A última equipa lusa que treinou foi a Académica, em 2014/15, após passagens por APOEL, Cluj e Hearts e de ter orientado Sporting, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, Beira-Mar, Santa Clara e Olhanense.

Lusa

Nuno Botelho

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Paulo Sérgio é o novo técnico do Portimonense, sucedendo a António Folha, que abandonou o clube em janeiro, após a 17.ª jornada da I Liga de futebol, anunciou esta segunda-feira o emblema algarvio.

De acordo com uma nota publicada na sua página oficial da rede social Facebook, o Portimonense vai apresentar Paulo Sérgio ainda esta segunda-feira, às 18:30, na sala de imprensa do Portimão Estádio.

Paulo Sérgio, de 51 anos, regressa a Portugal, depois de ter treinado os sauditas do Al Taawon, os iranianos do Sanaf Naft e o Dibba Al Fujairah, dos Emirados Árabes Unidos.

A última equipa lusa que treinou foi a Académica, em 2014/15, após passagens por APOEL, Cluj e Hearts e de ter orientado Sporting, Vitória de Guimarães, Paços de Ferreira, Beira-Mar, Santa Clara e Olhanense.

Folha, que cumpria a sua segunda temporada no clube, deixou o Portimonense em 18 de janeiro, após uma derrota por 3-0 no terreno do Desportivo das Aves. Nas últimas três jornadas, Bruno Lopes esteve interinamente no comando da equipa.

Após 20 jornadas, o Portimonense ocupa o 17.º e penúltimo lugar da I Liga, com 14 pontos, menos dois do que o Paços de Ferreira, primeira equipa acima da zona de despromoção.

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    Paulo Sérgio cresceu numa casa de benfiquistas, mas foi o Belenenses o clube que acabou por ocupar-lhe o coração quando se tornou jogador. Ponta de lança também do Paços de Ferreira e Salgueiros, andou por Setúbal, Santa Clara, Estoril e Olhanense, onde terminou a carreira e abraçou a profissão de treinador. Pelo meio ainda teve uma experiência no Grenoble, em França, casou e foi pai de duas filhas. O ar calmo e sereno escondem um jovem que gostava de fazer algumas noitadas fora de tempo, jogar às cartas e fazer inusitadas partidas. No domingo, o jogador dará lugar ao treinador, na segunda parte deste “A Casa às Costas”

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    A casa às costas

    Despiu o fato de jogador para vestir o de treinador, no Olhanense. Seguiu-se o Santa Clara e o Beira-Mar, mas foi no Paços de Ferreira e no V. Guimarães que o seu trabalho passou a ser mais reconhecido, acabando por ser contratado pelo Sporting. Desiludido com a (des)organização leonina, lançou-se para o estrangeiro, primeiro no Hearts, da Escócia, onde conquistou a Taça, e a seguir na Roménia e no Chipre. Regressou a Portugal para treinar a Académica, mas o sonho de ficar foi interrompido com a ida para o futebol árabe. Primeiro Emirados Árabes Unidos, depois Irão e, por fim, Arábia Saudita. Num momento de pausa, confessa que um dia gostaria de treinar o “seu” Belenenses.