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“Há dois meses, estava a treinar no Câmara de Lobos, num sintético. Deixei de imaginar o futuro”

Rúben Amorim, treinador do Braga, na conferência de imprensa após o triunfo da equipa minhota diante do Benfica, na Luz

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HUGO DELGADO/Lusa

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A qualidade

“O Benfica entrou muito bem, preparou-se muito bem e sabia como nós jogávamos. Depois, tivemos o mérito de nos adaptarmos ao jogo. Fragilidades do Benfica? Bom, o Benfica é uma equipa que ataca muito, e porque ataca muito, deixa espaço nas costas que nós queríamos aproveitar. Os jogadores do Braga não ficam a dever nada aos jogadores dos grandes, em termos técnicos. Às vezes, falta é a mentalidade, não ter medo, porque é difícil ganhar na Luz. E é essa pressão que pomos em nós, porque ninguém acredita em nós, ninguém acredita que podíamos vir aqui vencer.”

O futuro

“Eu deixei de imaginar o futuro. Há dois meses estava a treinar no Câmara de Lobos, num sintético, e há seis estava castigado, sem poder treinar. Faço jogo a jogo”

A atitude

“O Raúl Silva [fez gestos para a bancada do Benfica] não teve a melhor atitude, mas também a compreendo. Levou uma patada no final da primeira parte do Rúben Dias. Mas não se deve fazer. Temos de manter essa identidade, quer ser perca quer se ganhe.

O banco

“Cansa mais estar no banco do que dentro de campo. Estou um pouco limitado [por não ter o nível IV, que o impede de exercer as funções de treinador normalmente durante o jogo], fui castigado no jogo com o Gil Vicente. Não estive levantado desde o minuto 70. Mas é bom para os jogadores verem o treinador e por vezes tenho de me levantar. Não os vou deixar na mão em momentos de aflição.”

A Liga Europa

“Ainda é cedo para falar do Rangers. Conheço aquilo que aconteceu com o FC Porto. Vou jogo a jogo, mas o Glasgow Rangers é uma equipa de topo, sei que o relvado não está muito bem por causa de uma tempestade, mas vamos ter de nos adaptar”.