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Sindicato alerta que há jogadores sem dinheiro para alimentação. Estrangeiros são os mais atingidos pelo drama dos salários em atraso

Joaquim Evangelista alerta que o flagelo dos salários em atraso está a afetar sobretudo os escalões inferiores, mas também jogadores estrangeiros sem rede familiar de apoio

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Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores

Mário Cruz

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A pandemia de covid-19 já está a ter impacto no futebol, sobretudo nos escalões inferiores, mas também no caso de jogadores estrangeiros, sem rede familiar de apoio. Joaquim Evangelista afirma que o Sindicato tem recebido muitos pedidos de apoios por parte dos jogadores, em especial os que competem no Campeonato de Portugal, “privados de recursos financeiros para satisfazer as necessidades mais básicas, como alojamento e alimentação”.

Neste momento de crise, o Sindicato avança que já garantiu o apoio do Fundo de Garantia Salarial aos plantéis do Desportivo das Aves, Sub-23, União da Madeira SAD e Olímpico do Montijo, todos eles em incumprimento há dois ou mais meses.

O líder sindical já advertiu que a pandemia tem sido “usada como desculpa” por alguns dirigentes de clubes para justificar a prática de “gestão desportiva irresponsável". Apesar de a legislação não permitir a redução salarial e defender que o lay-off ou que qualquer redução salarial dos jogadores deve ser o último recurso, Joaquim Evangelista não rejeita, contudo, a disponibilidade para discutir a questão, se a “salvação do futebol português passar por cortes nos salários”, afirmou em entrevista ao Diário de Notícias.

Presidente do Sindicato apela ao diálogo entre a FPF e a Liga para ajudar a resolver o problema dos profissionais com salários em atraso, situação que tenderá a agravar-se com os campeonatos suspensos e sem data à vista para recomeçarem..