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O plano do SC Braga para a crise: salários cativados a 50% durante três meses, ordenados mais baixos não sofrem alterações

A SAD minhota acordou, em conjunto com os jogadores, que parte dos seus rendimentos vão ficar retidos. Mas há mais medidas tomadas para enfrentar as perdas provocadas pela covid-19

Pedro Candeias

MIGUEL RIOPA

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A SAD do Sporting de Braga e os jogadores do Sporting de Braga estruturaram um plano para combater a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus: pagar apenas 50% nos meses de abril, maio e junho, sendo que a totalidade dos ordenados será devolvida, de uma vez só, a cinco de setembro; os salários de março já foram pagos.

Esta cativação salarial, construída em colaboração entre as partes, engloba outras nuances: caso a época 2019-20 não termine, face à covid-19, os jogadores aceitam receber 25% desses 50% que lhes serão reembolsados, o que configuraria, sim, uma perda de 25% do rendimento total. Nota: os salários mais baixos, por exemplo, de jovens jogadores que estejam em transição da equipa B para A, não serão sujeitos a mexidas.

Não há quadro legal que configure um corte nos salários e o Braga está financeiramente sustentado, o que afasta um cenário de lay-offs, que poria os atletas a ganhar o máximo de 1.905 euros brutos por mês - como acontece, a partir de agora, no Belenenses SAD, que partiu para este regime.

Esta medida, obviamente, garante uma folga na tesouraria do clube minhotos que, como outros, se prepara para enfrentar a contração no mercado de transferências e, por outro lado, a perda de rendimentos resultantes dos direitos televisivos, pois os operadores assumiram março, mas não pagarão mais até que o campeonato retome.