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Renato Sanches: “Ser o mais caro não pesa, o que pesa são as pessoas a falar mal de ti. Quando estive mal, ninguém do futebol me ajudou”

Em entrevista ao Canal 11, o médio português do Lille abordou a transferência para o Bayern de Munique, confessa que ainda fala com Pizzi, garante ter evoluído como jogador e revela ter aprendido uma lição

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Lars Baron

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Ninguém quer saber

"A minha mensagem para os jovens é que sigam os vossos sonhos e estejam perto da família. Muitas pessoas é que metem coisas na cabeça dos jogadores. Tens dinheiro e aproximam-se de ti, o que é normal. Tens de te apoiar na tua família e nos verdadeiros amigos. Quando estive mal, ninguém do futebol me quis ajudar, foram os meus amigos e a minha família"

Os números

"Os números não pesam. Fui a contratação mais cara do Bayern e Lille e nunca pensava nisso. As pessoas e Comunicação Social é que tornam isso um peso. Ver as pessoas a falar mal de ti pesa mais".

Pizzi

"Continuo a falar com ele. É um médio que faz muitos golos e penso que consigo fazer isso. Pode ser que um dia façamos uma aposta em relação a golos numa época."

O Lille

"Estou confiante porque tenho jogado e atravesso uma boa fase. Acho que quando qualquer pessoa tem oportunidades para jogar e fazer o que gosta, vai sempre corresponder da melhor maneira. Preparei-me bem para mostrar valor quando chegasse a oportunidade e quero fazer ainda melhor no clube", sublinhou o internacional português, que chegou à Ligue 1 proveniente do Bayern.

A evolução

"Sinto que sou um jogador mais completo. Com bola estou mais calmo, falho menos passes, posiciono-me melhor e isso faz parte da maturidade. Se ficasse preso no que me aconteceu há um ou dois anos, não avançava. Temos de aprender com o que correu mal. No Bayern, achava que ia conseguir jogar como no Benfica, mas o ritmo era completamente diferente. Se tivesse ficado mais um ano no Benfica, talvez não teria feito mal, mas acho que estava preparado. Dizem que fui para o Bayern por dinheiro, mas não! Vinha de uma boa época".