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"Estamos ansiosos para voltarmos a jogar, mas tem de ser com o tempo porque, primeiro, está a saúde"

Edgar Costa revelou estar "preocupado, triste e desmotivado" com o combate à covid-19 e diz que os jogadores só pensam em regressar ao campo, embora "o mais importante" seja a saúde. Apesar de não ser "nas condições que [gostam], que é no campo, com o cheirinho da relva", o capitão do Marítimo revela que a equipa tem trabalhado todos os níveis a nível físico

Lusa

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O capitão do Marítimo, Edgar Costa, afirmou, esta terça-feira, que a equipa madeirense irá estar “mais forte” quando a I Liga portuguesa de futebol regressar para disputar as restantes 10 jornadas da edição 2019/20.

“Vamos ter um Marítimo mais forte, de certeza. Sabemos e já falámos entre todos o que temos de fazer. Este clube não está na posição em que merece estar. Tem de ser lá em cima e os nossos objetivos têm de ser grandes, como este clube sempre sonhou, e vamos fazer de tudo por isso”, garantiu, no programa ‘Marítimo na TSF’.

O Marítimo estava a realizar um campeonato abaixo das expectativas antes da paragem devido à pandemia de covid-19, ao ocupar a 15.ª posição, com 24 pontos em 24 jornadas, e o extremo ‘verde rubro’ quer retificar a situação, de preferência com o apoio da massa associativa.

“É o futebol. Não queríamos isto. Nem nós, nem a equipa técnica, nem a direção. Agora, cabe a nós, dentro de campo, dar o máximo e, com os adeptos, certamente é mais fácil e eles sabem disso. Quando eles nos apoiam, temos um Marítimo em campo muito diferente e eles são muito importantes nos nossos objetivos também”, comentou.

Edgar Costa diz existir vontade em que a competição regresse, embora coloque o tema em segundo plano, atrás do combate à pandemia de covid-19, que o deixa “preocupado, triste e desmotivado”.

“Nós, jogadores, estamos ansiosos para voltarmos a jogar, mas tem de ser com o tempo porque, primeiro, está a saúde, que é o mais importante. A minha vontade é de rematar contra este vírus”, destacou.

Com a atividade desportiva suspensa há um mês e meio, o treino, essencialmente físico, está a ser feito em casa, e com cuidados redobrados no que toca à alimentação, havendo saudades naturais dos relvados.

“Recebemos o plano semanal e todos os dias temos os exercícios para fazer. Não é nas condições que gostamos, que é no campo, com o cheirinho da relva, mas temos de trabalhar com aquilo que temos e com as condições que temos”, referiu, sem esquecer a ajuda que o clube tem dado aos atletas.

O jogador, de 33 anos, chegou à marca dos 200 jogos no principal escalão do futebol português em 12 de janeiro, no empate 0-0 com o Vitória de Guimarães, para a 16.ª jornada, e falou do processo de aprendizagem do seu percurso

“Com o tempo, vamos ganhando experiência. Durante a nossa carreira, vamos apanhando obstáculos e temos de saber contorná-los. Mais para a frente, quando temos uma certa experiência, já sabemos como devemos fazer”, disse o capitão ‘verde rubro’.

Portugal regista 762 mortos associados à covid-19 em 21.379 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.