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O regresso do futebol? “A evolução da pandemia dá-nos alguma esperança”, diz Fernando Gomes. Esta quinta-feira pode ser o dia decisivo

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol falou à saída da reunião com António Costa, onde estiveram também Pedro Proença e os presidentes dos três grandes. Quinta-feira poderá ficar definido o futuro das competições. Fernando Gomes quer o regresso do futebol "mas acima de tudo está a saúde dos atletas e de todos os envolvidos" e é "necessário minimizar o risco"

Lídia Paralta Gomes

ANTONIO COTRIM/EPA

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À saída da reunião entre o primeiro-ministro, a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga e os três grandes, Fernando Gomes, presidente da FPF sublinhou que a evolução da covid-19 em Portugal abre a porta a que as competições se possam retomar, mas que tudo está "dependente das autoridades de saúde".

"A evolução da pandemia dá-nos alguma esperança. Acima de tudo essa convicção vem de todos os planos que estamos a trabalhar", sublinhou, questionado sobre a possibilidade ou não do regresso do futebol esta temporada. "Mas acima de tudo está a saúde dos atletas e de todos os envolvidos no futebol. A avaliação vai ser feita nos próximos dias os técnicos da federação, da Liga e as autoridades de saúde", disse ainda Fernando Gomes, frisando que a decisão final "terá de sair dos técnicos".

Fernando Gomes referiu ainda que a retoma efetiva das competições será "analisada por um grupo de trabalho da DGS" e que 5.ª feira poderá ser o dia decisivo para o futebol português, dia em que o António Costa "transmitirá se estão criadas as condições" para a retoma.

"Há um conjunto de medidas com vista a diminuir o confinamento, que serão anunciadas na quinta-feira. Se os trabalhos com a DGS conduzirem a uma decisão definitiva, será anunciada na quinta-feira", disse Fernando Gomes, que não negou a possibilidade dos jogos que restam se realizarem apenas num número restrito de estádios.

"Importa criar condições para que haja retoma e para que não haja uma paragem dessa retoma. Qualquer decisão tem de ser feita com prudência. É um vírus desconhecido e naturalmente tem de haver contenção do risco. É preciso minimizar o risco", disse ainda o líder da FPF.