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NOS deixa de patrocinar a Liga no final da próxima época

Após sete anos consecutivos como patrocinadora oficial da Liga Portugal, operadora avança que o valor que a parceria representava para ambas as partes e os objetivos que lhe estiveram subjacentes “estarão totalmente atingidos”

Isabel Paulo

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A NOS acaba de anunciar que não tem intenção de renovação da parceria que celebrou com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), após o término da época de 2020/2021, como patrocinador principal e naming sponsor da entidade que gere o futebol profissional. Em comunicado, a operadora de telecomunicações refere que a decisão “resulta de uma avaliação que a empresa tem vindo a realizar há já alguns meses”, tendo concluído que, após sete épocas, o valor que esta parceria representava para ambas as partes e os objetivos que lhe estiveram subjacentes “estarão totalmente atingidos”.

“A NOS vê muito positivamente o resultado da parceria, ao longo das últimas épocas, com a LPFP, que muito contribuiu para uma maior visibilidade da paixão que une os portugueses”, acrescenta a operadora que detém a fatia de leão dos direitos televisivos dos clubes de futebol da Liga Portugal - 30 clubes num universo de 34.

A NOS avança que manterá, contudo, com o futebol português -“com qual partilhamos os valores de ambição, proximidade e inovação, continuará a merecer um forte envolvimento da NOS” - uma forte ligação, ainda que noutros formatos. “Continuaremos a assumir um papel ativo, colaborando com todos os agentes da modalidade na construção de um ecossistema que se pretende competitivo e sustentável”.

Até ao final da época de 2020/2021, a NOS continuará a trabalhar em estreita colaboração com a Liga Portugal, “por forma a criar uma competição ainda mais dinâmica, mais interativa e mais espetacular para todos os adeptos de futebol”.

O divórcio agora anunciado surge numa altura de grande contestação por parte dos presidentes dos clubes que participam na Liga NOS, agastados com Pedro Proença por ter enviado cartas ao Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e ao Presidente da República a sugerir a transmissão em sinal abertos de alguns dos jogos das 10 jornadas que faltam para terminar a época, à revelia dos associados da Liga Portugal.

Pedro Proença, eleito em junho do ano passado por 46 em 48 votos possíveis, já pediu a marcação de uma Assembleia Geral da Liga para 9 de junho, fazendo depender a sua continuidade de uma “moção de confiança” que lhe permita permanecer no cargo até ao final do mandato, em 2023.

  • Proença faz a sua presidência depender de uma alteração de estatutos em AG. Braga avançará com uma ação cível se o campeonato não terminar

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    Em sede de reunião com os clubes da I Liga, Pedro Proença resistiu ao embate com os que o criticavam por ter enviado, à revelia, uma carta a Marcelo Rebelo de Sousa a pedir ajuda financeira para que os restantes jogos da I Liga passassem em sinal aberto. Depois, pediu uma AG onde irá propôr uma alteração dos estatutos, algo que o grupo G15 pede há anos, que tornaria, no entender dos emblemas menores, a Liga mais justa e democrática. Por outro lado, António Salvador, presidente do Braga, pediu a demissão da direção da Liga e garantiu que irá processar a mesma e a própria Liga se o campeonato não vier a ser concluído, depois de terem sido dadas garantias de que tal iria acontecer