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Já há decisões na AG da Liga: descidas, subidas e substituições aprovadas

Agora sim, é definitivo: Nacional e Farense sobrem à I Liga e Cova da Piedade e Casa Pia caem da II Liga. Na I Liga, passará a haver cinco substituições já a partir da próxima jornada

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ESTELA SILVA

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A decisão já tinha sido tomada, mas tinha ficado entretanto em suspenso, já que não tinha sido aprovada em Assembleia Geral, algo que apenas aconteceu esta segunda-feira: Farense e Nacional vão mesmo subir à I Liga e Cova da Piedade e Casa Pia vão mesmo descer da II Liga.

A decisão foi votada pelos clubes na Assembleia Geral da Liga que decorre esta tarde, na Ordem dos Contabilistas Certificados, no centro do Porto, onde também foram aprovadas as cinco substituições (apenas podem existir três paragens durante o jogo, ainda assim, e o banco poderá ter nove suplentes) agora previstas pelo IFAB (entidade responsável pelos regulamentos do futebol) para a retoma do futebol após a paragem provocada pela covid-19.

Além das decisões relativas à II Liga e às substituições no que resta da I Liga - entram em vigor já terça-feira, no início da 26ª jornada -, os 34 clubes presentes irão também discutir a liderança de Pedro Proença, que tem sofrido contestação.

A sua direção já registou as ‘baixas' de Benfica e Cova da Piedade, antes de Proença apresentar um modelo de governação com uma direção executiva, sem clubes representados - permanecem atualmente no elenco FC Porto, Sporting, Tondela, Gil Vicente, Mafra e Leixões.

À chegada à AG, Pinto da Costa manifestou apoio a Pedro Proença, com os restantes a não se pronunciarem à chegada. Dos três ‘grandes', apenas o Sporting não se fez representar pelo seu presidente, sendo Miguel Nogueira Leite, do corpo diretivo do clube lisboeta, o escolhido para defender os interesses dos 'leões' na reunião.

O regresso de Nacional e Farense

Esta decisão marca o regresso do Nacional à I Liga, após um ano de ausência, naquela que será a sua 20.ª presença entre os grandes. Os ‘alvinegros’ estrearam-se em 1988/89 na primeira divisão e têm como melhores classificações os quartos lugares em 2003/04, sob o comando de Casemiro Mior, e 2008/09, com Manuel Machado.

Já o Farense conta 23 participações no principal escalão, entre 1970/71 e 2001/02, voltando ao escalão maior 18 anos depois. O catalão Paco Fortes foi o ‘timoneiro’ dos algarvios no seu melhor resultado no campeonato, o quinto lugar em 1994/95.

O plano de apoio aos clubes do segundo escalão, através de um fundo de tesouraria da LPFP no valor de 1,52 milhões de euros (ME), complementar ao de um milhão criado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foi igualmente aprovado.

Os dois fundos ascendem a 2,52 ME, o que pode representar individualmente para cada clube cerca de 170 mil euros, 108.500 euros através do mecanismo criado pela LPFP e 62.500 euros pelo da FPF.

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