Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Vai votar nas eleições do Aves? Leve caneta e máscara

Ato eleitoral decorre no sábado. Joaquim Neves (lista A) e António Freitas (B) são os candidatos

Lusa

Carlos Rodrigues

Partilhar

Os votantes das eleições do Desportivo das Aves, marcadas para sábado, devem “ser portadores de caneta” e “usar máscara dentro e fora” do pavilhão, anunciou esta sexta-feira o lanterna-vermelha da I Liga de futebol.

“No ato eleitoral e na tomada de posse é obrigatório o cumprimento da distância de segurança de dois metros, a desinfeção das mãos à entrada do pavilhão e a apresentação do cartão de sócio. Se solicitada, é obrigatória a apresentação de cartão de cidadão para esclarecimento de eventuais dúvidas quanto à elegibilidade”, lê-se em comunicado assinado pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Nuno Lima Cardoso.

Nas eleições mais concorridas da história do emblema do concelho de Santo Tirso podem votar “sócios com quota de junho e mais de 18 anos”, após as candidaturas de Joaquim Neves (lista A) e António Freitas (B) terem acordado a abertura dos cadernos eleitorais e a regularização de situações pendentes até quarta-feira, devido à pandemia de covid-19.

Joaquim Neves, de 49 anos, foi o vice-presidente dos nortenhos para a formação na última década e lidera a candidatura “O Aves é dos Avenses”, na sequência de uma carreira futebolística iniciada e terminada na Vila das Aves, entre 1988 e 2005, na qual registou uma internacionalização por Portugal e um tricampeonato com o FC Porto.

Já António Freitas, de 66 anos, visa o regresso ao posto ocupado entre 1998 e 2001, antecedido pela chefia de duas comissões administrativas e outros cargos diretivos, que levaram o presidente honorário dos avenses a erguer uma lista denominada “O Aves é Nosso”, após ter desistido da corrida presidencial nas eleições de janeiro de 2016.

Afundados no 18.º e último lugar da I Liga à entrada para as últimas seis jornadas, com apenas 14 pontos, outros tantos abaixo da zona de salvação, os nortenhos têm a gestão do futebol profissional entregue ao grupo de investidores Galaxy Believers, que controla 90% das ações da SAD, enquanto o clube detém os restantes 10% desde 2015.

Os avenses têm atravessado uma série de contrariedades desportivas, diretivas e financeiras e voltaram a falhar, em 09 de maio, a obrigação de demonstrar a inexistência de dívidas salariais a jogadores e treinadores nos meses de março e abril junto da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que remeteu o processo para o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, tal como sucedeu em 03 de abril.

A SAD liderada pelo chinês Wei Zhao justificou o incumprimento entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020 com a paralisação da atividade económica na China, motivada pelo novo coronavírus, mas assistiu às rescisões unilaterais do guarda-redes francês Quentin Beunardeau e do avançado brasileiro Welinton Júnior, numa reincidência que pode significar cinco a oito pontos de penalização e agudizar o risco iminente de despromoção.

As eleições do Desportivo das Aves rumo ao biénio 2020-2022 realizam-se no sábado, entre as 10:00 e as 18:00, no pavilhão do CD Aves, onde se seguirá a tomada de posse de Joaquim Neves ou António Freitas para consumar a despedida de Armando Silva, que lidera os nortenhos desde 2010/11 e afastou uma recandidatura em 29 de maio.