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Afinal, quando vamos ter público nos estádios? “O mais brevemente possível, mas sem nos comprometermos”

João Paulo Rebelo, secretário de Estado do Desporto e da Juventude, esteve, esta quarta-feira, presente na conferência “Futebol Profissional e Economia Pós-Covid-19" organizada pela Liga de Clubes, onde teve a palavra em palco para, entre outras, abordar a questão do público nos espetáculos desportivos

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ANTÓNIO COTRIM

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João Paulo Rebelo subiu ao palco da conferência “Futebol Profissional e Economia Pós-Covid-19" e o último tema tocado pela intervenção do secretário do Estado do Desporto e da Juventude foi o público. O quando teremos, de novo, adeptos nas bancadas dos estádios e nos restantes recintos de outras modalidades. Não se comprometeu, não apontou prazos, no fundo, não avançou com novidades.

Eis algumas das palavras que proferiu:

“Os artistas do futebol merecem público, como todos os artistas. Mas qualquer pessoa compreende que isso depende do comportamento do público. Estamos todos a trabalhar para que tenhamos público o mais brevemente possível, mas não estou em condições, como acho que não está ninguém, de dizer quando será. O futebol não esgota tudo o que é espetáculo desportivo.

Temos conseguido algumas realizações muito importantes para o nosso país, como a Fórmula 1 e a Liga dos Campeões, além da iminência do MotoGP. É preciso pensarmos e trabalharmos com a Direção-Geral de Saúde. O secretário de Estado do Desporto e o Governo estão comprometidos para que isso aconteça o mais rápido possível, mas sem nos comprometermos.

É o ponto de embraiagem: não podemos soltar cedo demais e este equilíbrio é difícil de conseguir. Uma abertura excessiva não pode comprometer o trabalho que estamos a fazer para travar esta pandemia, mas também não podemos morrer da cura. O público é um tema muito sensível, evidentemente, para a economia, mas também para o espetáculo.

Assisti à final da Taça de Portugal e chega a ser desolador. Claro que o espetáculo do futebol vive-se com público. Mas temos que estar juntos numa atitude responsável."

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    Caso o campeonato principal não tivesse sido retomado, as perdas causadas pelos efeitos da pandemia teriam sido mais do dobro, revelou Susana Rodas, diretora executiva da Liga de Clubes na área comercial e de marketing, durante a conferência “Futebol Profissional e Economia Pós-Covid-19", realizada esta quarta-feira pela entidade. Pedro Proença quer ter adeptos nas bancadas até final de 2020/21, mas, se não houver, a entidade estima que mais 50 milhões de euros serão perdidos. O Estado terá ficado sem 7 a 12 milhões em impostos oriundos da indústria do futebol