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Lista candidata à presidência do Belenenses promete comprar SAD de volta para o clube num prazo de três meses

As eleições para a Assembleia-Geral do Belenenses estão marcadas para 17 de outubro e a lista liderada por Luís Figueiredo garante que, se for eleita, comprará a Sociedade Anónima Desportiva do B-SAD de novo para a posse do clube, durante os primeiros 90 dias do mandato, para devolver o futebol profissional ao Restelo

Diogo Pombo

A direção do Clube e da SAD do Belenenses separaram-se em 2018, o que originou a criação do B-SAD, clube que hoje compete na Liga NOS.

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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Comprar a Sociedade Anónima Desportiva (SAD), devolvê-la ao Belenenses e fazer o futebol profissional regressar ao Estádio do Restelo. Esta é a garantia de Luís Figueiredo, líder da lista "Respeitar a História" que se candidata às eleições do clube, marcadas para 17 de outubro. Assegura, também, que cumprirá essa intenção "nos primeiros 90 dias do mandato", caso seja eleito.

O gestor, de 64 anos, encabeça a lista que entregou a sua candidatura, esta quarta-feira, à Assembleia-Geral do Clube de Futebol Os Belenenses. Em comunicado enviado à Tribuna Expresso, a lista garante que "vai resolver este problema", relativo à B-SAD, que hoje tem uma equipa a competir na Liga NOS, assim como "outros [problemas] que têm atrofiado o Clube".

Caso esta hipotética compra da SAD que gere o B-SAD se concretizasse, o Belenenses ficaria com a respetiva licença de participação na I Liga.

Luís Figueiredo é o líder da lista "Respeitar a História", candidata às eleições do Clube de Futebol Os Belenenses

Luís Figueiredo é o líder da lista "Respeitar a História", candidata às eleições do Clube de Futebol Os Belenenses

JM Coelho VIFOTO

A intenção, explica a lista, passa igualmente por executar o projeto do Complexo do Restelo, apresentado em julho de 2016 (até com a presença de Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa), para requalificar as estruturas desportivas do clube e com conclusão definida, então, para 2019. Outros objetivos definidos pela candidatura são "potenciar fortemente o número de sócios, desenvolver as modalidades amadoras e pacificar as relações do Clube com todos os stakeholders, acabando com a litigiosidade permanente que só prejudica o Belenenses são os outros grandes eixos da candidatura que tem origem num movimento de sócios históricos".

Esta é a segunda lista a apresentar a sua candidatura às eleições do Belenenses. A primeira é de Patrick Morais de Carvalho, atual presidente do clube, explicou à Tribuna Expresso, no final de agosto, os motivos da sua recandidatura a um terceiro mandato à frente do clube que lidera desde 2014.

Já estava à frente do Clube de Futebol Os Belenenses quando, em 2018, os sócios votaram a favor da separação da SAD, que ficou com o controlo de todo o futebol profissional e levaria à criação do B-SAD.

O resumo de um divórcio

Em 2012, a Codecity Players Investment, S.A., cujo presidente era e é Rui Pedro Soares, tornou-se na acionista maioritária da SAD do Belenenses, que fora criada em 1999. Divergências entre a Sociedade e a direção do clube culminaram, em setembro de 2018, na separação e na criação de um novo clube, hoje denominado B-SAD, sem que as disputas tenham cessado. O Belenenses, hoje a competir na 1.ª divisão distrital de Lisboa, continua a criticar publicamente, sobretudo, o uso da denominação Belenenses SAD.

Em outubro de 2018, o Tribunal de Propriedade Intelectual, após a apresentação de uma providência cautelar pelo clube, impediu a B-SAD de utilizar o nome, a marca, o símbolo, o hino ou o lema do clube, condenando-a a pagar uma multa de 3.000 euros por cada dia de atraso a regularizar a situação.

Já em julho deste ano, os sócios do Belenenses aprovaram a venda dos 10% de participação que o clube ainda detinha na B-SAD, cortando por completo qualquer rasto de ligação que as partes ainda tivessem.