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Há um movimento que reúne Jorge Jesus, Sérgio Conceição ou Pedro Proença e exige "o regresso imediato dos adeptos aos estádios"

Tem 67 signatários, incluindo os treinadores de Benfica e FC Porto, mais o presidente e a diretora-geral da Liga de Clubes. Paulo Lopo, presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Leixões e um dos promotores do movimento "Sem Adeptos Não Há Futebol", diz que "sem a paixão dos adeptos, o futebol não tem qualquer hipótese" e "se nada for feito, a indústria morre". E resume a proposta: "exigimos o regresso imediato dos adeptos aos estádios"

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D.R.

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Querem o "regresso imediato" dos adeptos aos estádios de futebol. Como? Não explicam, pelo menos no manifestado enviado às redações, na sexta-feira, pelo movimento "Sem Adeptos Não Há Futebol", assinado por 67 personalidades, na sua maioria, ligadas ao futebol, que se juntaram por não aceitarem "ser discriminados face a outros espetáculos e atividades como, por exemplo, touradas, cinemas, teatro, comícios políticos, restaurantes, hotéis, praias e shoppings, setores que se uniram, e bem, para voltar a ter público e clientes".

Paulo Lopo, um dos promotores do movimento, é presidente da Mesa da Assembleia-Geral da SAD do Leixões, lamenta que a pandemia esteja a "estrangular clubes e competições" e haja "outras formas de entretenimento que estão a seduzir, sobretudo, os mais jovens". Razões com que justifica a crítica de que, "se nada for feito, a indústria do futebol morre", pois "sem a paixão dos adeptos" nos estádios, "o futebol não tem qualquer hipótese" - numa alusão, também, às receitas de bilheteira que os clubes não têm desde, sensivelmente, meio de março.

Entre os 67 signatários do movimento estão Jorge Jesus e Sérgio Conceição, treinadores de Benfica e FC Porto; Pedro Proença e Sónia Carneiro, presidente e diretora-geral da Liga de Clubes; alguns jogadores ainda no ativo (Beto Pimparel, do Leixões, ou André Castro, do Sporting de Braga) e vários já retirados (Deco, Paulo Futre, Nuno Gomes, Fernando Couto, Jorge Andrade ou Chainho).

A parte do manifesto disponibilizada pelo movimento, nas redes sociais:

“Os Adeptos são a razão de existir do futebol. Sem Adeptos não há paixão. Sem Adeptos não há audiências. Sem Adeptos não há clubes. Sem Adeptos não há competições. 𝗦𝗘𝗠 𝗔𝗗𝗘𝗣𝗧𝗢𝗦 𝗡𝗔̃𝗢 𝗛𝗔́ 𝗙𝗨𝗧𝗘𝗕𝗢𝗟”.

Nós, Adeptos de futebol, não podemos deixar o futebol morrer. Temos de agir já. Nós, Adeptos de futebol, exigimos o regresso imediato dos Adeptos aos estádios. Fazer regressar o nosso amor pelo maior espetáculo do mundo. Nós, Adeptos de futebol, exigimos um ambiente saudável no futebol. Fazer regressar as famílias aos estádios. Nós, Adeptos de futebol, exigimos a modernização do futebol. Fazer as alterações necessárias para garantir que o jogo se mantém atrativo, e se adapta aos gostos atuais.

Nós, Adeptos de futebol, exigimos respeito das entidades que gerem o futebol e de todas as instituições portuguesas. Não aceitamos ser discriminados face a outros espetáculos e atividades como, por exemplo, touradas, cinemas, teatro, comícios políticos, restaurantes, hotéis, praias e shoppings, setores que se uniram, e bem, para voltar a ter público e clientes. Nós, Adeptos de futebol, exigimos que os clubes nos apoiem e que não deixem morrer a nossa paixão”.