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“Aquele momento da entrada das equipas com o público a aplaudir deu um arrepio”: o Santa Clara - Gil Vicente, avaliado pela Liga

Liga dá “nota muito positiva” à presença de público no Santa Clara - Gil Vicente

Lusa

EDUARDO COSTA

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A presença de 873 pessoas no jogo Santa Clara-Gil Vicente (0-0), da terceira jornada da I Liga de futebol, disputado no sábado, nos Açores, representou um teste inicial “muito positivo” com vista ao regresso gradual de público aos estádios.

“Aquele momento da entrada das equipas com o público a aplaudir deu um arrepio para quem lá esteve. O futebol só é verdadeiramente um espetáculo se tiver o público e os aplausos que merece”, vincou Sónia Carneiro, diretora-executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em conferência de imprensa.

O primeiro teste com público no futebol profissional em Portugal foi viabilizado pela Direção Regional de Saúde dos Açores, que limitou o preenchimento das bancadas a 10% da lotação total do Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, mediante uma série de restrições devido à pandemia de covid-19.

“Os parques de estacionamento foram vistoriados com um controlo muito rigoroso das forças de segurança e as portas do estádio abriram duas horas antes para evitar a aglomeração de adeptos. Tivemos 10 setores abertos, seis entradas e sete saídas, além de sinaléticas muito visíveis no chão para orientar as pessoas”, descreveu.

Cada interveniente dentro e fora das quatro linhas mediu a temperatura corporal à entrada do estádio, embora “ninguém tenha sido mandado para casa, aquilo que estava previsto caso fosse necessário”, ao passo que o ‘speaker’ foi um “pivot importante” para apelar às pessoas que “​​​​​​​se mantivessem o maior tempo possível no seu lugar”.​​​​​​​

“Essa figura também foi relevante no final do jogo, quando explicou como seria efetuada a saída bancada a bancada e alertou para as regras que teriam de ser implementadas em cada setor”, acrescentou Sónia Carneiro, enumerando medidas que serão replicadas pela Liga de clubes na quinta-feira, no embate entre Académico de Viseu e Académica.

A partida em atraso da ronda inaugural da II Liga permitirá a entrada de 409 espetadores, face à lotação máxima de 4.090 lugares sentados no Estádio do Fontelo, em Viseu, que abrirá cinco portas distintas quando faltar uma hora e meia para o apito inicial, aprazado para as 15:00, procurando dispersar os adeptos por duas bancadas centrais.​​​

​​​​​​​O relatório da LPFP sobre a presença de público no Santa Clara-Gil Vicente foi elaborado hoje, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, num balanço que será repetido na segunda-feira acerca da organização logística do jogo Académico de Viseu-Académica.

“Estamos muito otimistas e tudo o que nos chegou das autoridades sanitárias e do Governo Regional dos Açores foi manifestamente positivo. Esperamos que o próximo teste assim seja e que nos permita avançar para a primeira meta, que é ter 30% da ocupação dos estádios, respeitando sempre a situação epidemiológica”, concluiu.​​​​​​​

O regresso dos adeptos no território continental acontece hoje, às 19:45, com o jogo particular entre as seleções de Portugal e Espanha, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, que será assistido por 2.500 pessoas, de acordo com o limite máximo de 5% da lotação do recinto.

Outro teste irá decorrer em 14 de outubro, também no recinto do Sporting, com o aumento para 10% da capacidade, equivalente a quase 5.000 pessoas, no embate da equipa das ‘quinas’ frente à Suécia, relativo à Liga A da Liga das Nações.

O derradeiro ensaio será efetuado no dia seguinte, no encontro entre Feirense e Desportivo de Chaves, que também estava inserido na primeira jornada da II Liga e foi adiado, devido à existência de casos de infeção por covid-19 nos dois plantéis.