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Se não há um, há outros. E eles vão mesmo todos

Sem Pedro Gonçalves, castigado, o Sporting nem pareceu sentir falta do seu melhor jogador, protagonizando uma excelente exibição perante o Paços de Ferreira e vencendo por 3-0, na estreia a titular - com um golo - de Tabata

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MANUEL DE ALMEIDA

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#OndeVaiUmVãoTodos foi a hashtag que o Sporting criou esta semana, aproveitando e adaptando as palavras de união de Rúben Amorim depois do empate em Famalicão, que acabou com queixas sportinguistas. Esta noite, Alvalade, essa mesma frase apareceu pela primeira vez numa tarja gigante colocada na bancada, e tanto essa faixa como as centenas de adeptos que receberam o autocarro do Sporting à chegada à Alvalade, antes do início do jogo, parecem comprovar que este é um novo Sporting.

É que mesmo sem Pedro Gonçalves (expulso em Famalicão), claramente o jogador em maior destaque, o Sporting pareceu sempre uma equipa unida, organizada e bem conhecedora de todos os momentos do jogo, mesmo perante um Paços de Ferreira igualmente bem ordenado, tal como demonstrado no jogo anterior da equipa de Pepa, na Luz.

Mas este novo Sporting, tanto a atacar como a defender, parece assumir a personalidade do seu treinador - que esta noite estava na bancada, por ter sido expulso em Famalicão: tranquilo, paciente e a saber quando sorrir e quando fazer cara feia.

Com Tabata no lugar de Pote, Tiago Tomás no lugar de Sporar e Nuno Mendes de volta, por troca com Antunes, o Sporting foi sempre superior ao Paços na 1ª parte, dominando a bola e trocando-a de um corredor ao outro, à largura e à profundidade, até encontrar caminhos vazios para chegar à baliza adversária.

Pedro Porro foi o primeiro a criar perigo, depois de um remate pela direita que Jordi Martins quase deixava entrar. Pouco depois, novo momento pouco feliz do guarda-redes do Paços, que saiu mal num canto e deixou a baliza aberta para um cabeceamento de Coates, mas o capitão do Sporting falhou o alvo.

Por esta altura Adán era apenas um espectador e teve uma bela perspetiva do golo às três tabelas do Sporting, aos 26 minutos: Coates enviou um passe longo para a frente, para a cabeça de Nuno Santos, que por sua vez tocou para as costas da linha defensiva do Paços e encontrou o rapidíssimo Tiago Tomás, que acelerou para um remate indefensável ao ângulo.

O Sporting estava muito melhor e coube a Tabata mostrar aos adeptos que, não havendo um - no caso, Pote -, há outros. Depois de uma primeira tentativa ao lado, o extremo brasileiro, na sua estreia a titular, marcou um golão com um remate à entrada da área, já em cima do intervalo.

À entrada para a 2ª parte, se Amorim estava certamente satisfeito, o mesmo não podia ser dito de Pepa. O treinador do Paços mexeu na equipa logo ao intervalo, tirando Bruno Costa e Hélder Ferreira e fazendo entrar Uilton Silva e Diaby, e as mexidas mexeram mesmo com o jogo.

Os pacenses entraram melhor, começaram a ter mais bola e aproximaram-se da baliza de Adán, mas só criaram perigo num livre direto, torto, por cima da baliza, por Martín Calderón, outro que já tinha saltado do banco pouco depois da segunda metade começar.

Mesmo com o Paços a parecer ter mais ascendente - aparentemente com algum consentimento do Sporting -, foi a equipa da casa a marcar novamente.

Aos 64 minutos, João Mário cruzou um livre para a área e João Palhinha cabeceou de forma certeira para o 3-0.

Depois, o Sporting aproveitou para rodar alguns jogadores - entraram Antunes, Matheus, Sporar, Plata e Inácio - e até teve mais ocasiões para marcar, mas o marcador não mexeu mais, num resto de jogo perfeitamente tranquilo.

O Sporting avança assim para a 5ª eliminatória da Taça de Portugal, com uma confiança que há muito não se via em Alvalade.