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Triplamente fácil

Claramente superior, o Benfica não teve problemas em concretizar os ataques perante o Vilafranquense, da II Liga, e goleou, por 5-0, na 4ª eliminatória da Taça de Portugal

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Gualter Fatia

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Depois de uma série de exibições menos felizes do Benfica, Jorge Jesus admitiu que, ao contrário do que tinha prometido no início da época, a equipa ainda não estava a jogar "o triplo". Esta noite, na Luz, já se pode dizer que o Benfica jogou o triplo, mas este é um parco exemplo, dado o adversário que tinha pela frente, obviamente inferior à equipa da casa.

O Vilafranquense até entrou bem na Luz, com pendor ofensivo nos momentos de contra ataque, mas começou a tremer logo aos 11 minutos. É que o Benfica foi extremamente eficaz no ataque à baliza da equipa da II Liga, liderada por João Tralhão, ex-treinador dos juniores do Benfica.

Depois de um remate de Pedrinho - excelente jogo - ao lado, foi Gonçalo Ramos, hoje titular na frente com Seferovic, a fazer o 1-0, respondendo da melhor forma a um passe a rasgar de Gabriel.

O Vilafranquense ainda nem se tinha refeito do primeiro golo quando o segundo apareceu: foi novamente Gabriel - hoje, com espaço e tempo, a organizar o jogo do Benfica a seu bel-prazer - a lançar Nuno Tavares pelo corredor e o lateral esquerdo cruzou para a área, onde apareceu Pizzi a rematar de primeira para o 2-0.

Se 2-0 já era pesado para o Vilafranquense, o que dizer de 3-0? Logo de seguida, Seferovic entra na área, finta o adversário e faz o terceiro golo, aos 15 minutos.

De rajada, o Benfica marcava três golos e praticamente sentenciava a eliminatória. Rúben Gonçalves ainda assustou Helton, com um remate na área, mas a principal oportunidade forasteira nasceu de um disparate caseiro: Nuno Tavares atrasou a bola e Helton... agarrou-a, provocando livre indireto dentro da área. Kady Borges acertou na trave.

Do outro lado do campo, foi Gonçalo Ramos a acertar na barra, depois de um trabalho fantástico de Pedrinho, no meio, a escapar-se de três adversários.

Mesmo em cima do intervalo, novo golo: Sparagna demora muito a tirar a bola de perto da área e Nuno Tavares aparece a roubá-la, oferecendo depois o golo a Seferovic.

O 4-0 já era a machadada final no jogo e a 2ª parte não foi mais do que uma formalidade. Valeu principalmente pelo golão de Pedrinho, de fora da área, com o pé esquerdo, aos 57 minutos.

Já com o 5-0, Jesus decidiu fazer entrar, ao contrário do que seria expectável, alguns habituais titulares: Everton, Darwin, Taarabt, Samaris e Waldschmidt.

Até final, o jogo foi esmorecendo e até o próprio treinador se sentou no banco a assistir aos últimos minutos. O Benfica avança assim, tranquilamente, para a próxima eliminatória da Taça de Portugal.