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Valeram os penáltis

O Vitória de Guimarães começou a ganhar e o Benfica demorou muito até entrar verdadeiramente no jogo e, já na 2.ª parte, conseguir empatar, de penálti... e fechar a vitória, mais uma vez, nos penáltis

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Desde que a Taça da Liga foi criada, em 2007/08, tem havido um denominador comum entre os vencedores: Benfica. 2008/09, 2009/10, 2010/11, 2011/12, 2013/14, 2014/15, 2015/16: foram sete os troféus que o Benfica já arrecadou na prova, mas, esta época, a Taça da Liga começou bem tremida para a equipa de Jorge Jesus.

É que foi o Vitória de Guimarães a parecer bem mais interessado em avançar para a final four da prova - onde já estavam Sporting e FC Porto; o Sporting de Braga recebe quinta-feira o Estoril Praia (20h15, SportTV) - e foi mesmo a equipa de João Henriques a primeira a colocar-se em vantagem no jogo.

Logo aos 16 minutos, Marcus Edwards fez o que quis de Nuno Tavares e, com um receção bem medida, entrou pelo meio-campo adversário até passar a Rochinha, já em cima da área, e ver o colega cruzar para o desvio certeiro de Estupiñán, que já nem tinha Helton Leite pela frente.

A entrada frouxa do Benfica tinha, mais uma vez, consequências - entrar em desvantagem já parece um hábito recorrente da equipa de Jesus... - e não se pode dizer que os encarnados tenham feito muito por merecer o empate nos primeiros 45 minutos.

Com Helton, Jardel, Nuno Tavares e Rafa a serem únicos resistentes em relação ao onze que defrontou o Vilafranquense - entraram João Ferreira, Vertonghen, Weigl, Taarabt, Everton, Waldschmidt e Darwin -, o Benfica pouco testou o guarda-redes Trmal, com exceção para um remate fraco de Darwin e outro de Everton, ambos após passes de Taarabt.

O Benfica mostrava dificuldades em superar o bloco baixo do Vitória, até porque hoje não havia a qualidade de Grimaldo pelo corredor - Nuno Tavares e João Ferreira estiveram muito discretos -, e os visitantes iam tentando aumentar a vantagem sempre através de ataques rápidos. Após uma perda de bola infantil de Jardel na área, Edwards ofereceu o remate a Miguel Luís, mas o médio permitiu a defesa de Helton Leite.

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Jesus não gostava do que via e, por isso, mexia logo ao intervalo: Gilberto e Seferovic entraram para os lugares de João Ferreira e Waldschmidt. Mas o Benfica só começou mesmo a melhorar quando entraram outros dois trunfos: Pizzi e Pedrinho (para os lugares de Weigl e Rafa). O extremo brasileiro criou logo perigo pela direita, oferecendo à cabeça de Darwin a primeira grande oportunidade do Benfica, mas a bola saiu ao lado.

No Vitória, as investidas atacantes tinham estagnado desde o início da 2ª parte, mas melhoraram consideravelmente com as entradas de André Almeida e Ricardo Quaresma, os dois homens que criaram a maior ocasião de golo para os visitantes na segunda metade, mas Janvier não acertou nas redes.

Nos últimos minutos do jogo, já só dava Benfica, com o Vitória a remeter praticamente todos os jogadores para junto da sua área, e Pizzi quase empatou, depois de um excelente trabalho individual de Darwin, que contou com a colaboração de Everton, ao abrir as pernas na área para permitir que a bola chegasse aos pés de Pizzi.

Contudo, o golo só surgiria aos 83', três minutos depois de João Henriques colocar em campo Denis Poha. O médio francês de 23 anos não poderia ter entrado pior: derrubou Pedrinho na área. Penálti que Pizzi aproveitou para empatar o jogo.

Já nos descontos, Darwin até podia ter virado o jogo, mas Trmal não o permitiu, e a decisão foi mesmo adiada para os penáltis. Aí, a noite cinzenta de Poha passou a negra: o médio praticamente ofereceu a bola a Helton Leite, já depois de André Almeida também ter enviado uma bola ao poste.

Contas feitas, apenas Pepelu marcou para o Vitória, já que, do lado do Benfica, Everton, Pizzi, Gabriel e, por fim, Seferovic, marcaram e colocaram o Benfica na final four da Taça da Liga.