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A FPF "avançará de imediato e mal seja possível" introduzir a substituição extra em caso de concussão cerebral

O IFAB aprovou o início dos testes, a partir de janeiro de 2021, da substituição adicional para retirar um jogador de campo se tiver sofrido uma pancada na cabeça e houver suspeitas de concussão cerebral. Em resposta à Tribuna Expresso, e apesar de não especificar datas, a Federação Portuguesa de Futebol garantiu que vai introduzir a medida nas suas competições assim que lhe for permitido

Diogo Pombo

PATRICIA DE MELO MOREIRA/Getty

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Apareceu depois de darem conta da reunião que se seguiu às reuniões, de afirmarem que se irão reunir mais vezes e de revelarem a concordância geral de que "no caso de suspeita ou confirmação de concussão, o jogador em questão deve ser retirado de campo para se proteger o seu bem-estar, mas a sua equipa não deve sofrer com desvantagem numérica".

E depois de anunciar a medida com vista a proteger os jogadores do risco de concussão cerebral, o International Football Association Board (IFAB) resumiu o que cada federação deverá fazer.

Permitindo que a partir de janeiro de 2021 se comece a testar o uso desta substituição, a entidade que manda nas regras do futebol explicou que as confederações, as associação de futebol nacionais e os organizadores de competições "interessadas em participar nestes testes" devem "submeter ao IFAB e à FIFA" o seu pedido. Ou seja, competia à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entrar em contacto e pedir autorização para poder introduzir a substituição.

Questionada pela Tribuna Expresso sobre quando iria enviar tal pedido ao IFAB e à FIFA, a entidade respondeu apenas que "avançará de imediato, mal seja possível e em todas as provas que organiza", no caso, a Taça de Portugal e o Campeonato de Portugal (III Divisão).

A mesma pergunta foi enviada à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, cuja resposta remeteu para publicações feitas pelo seu presidente, Pedro Proença, que por sua vez aludiram a um comunicado publicado no site da entidade acerca da "posição conjunta" entre a Liga e o Sindicato dos Jogadores. "Vamos trabalhar na criação de um novo protocolo com o claro intuito de salvaguardar a saúde dos grandes intérpretes: os jogadores!", escreveu Proença.

Caso as associações de futebol recebam a autorização para testarem a medida, as equipas ficarão com uma substituição extra a ser usada caso exista a suspeita ou confirmação de concussão cerebral em algum jogador.

Em provas nacionais, tal significará que seja possível haver seis substituições por equipa, já que o IFAB também revelou que continuará a autorizar um máximo de cinco substituições (introduzido, há meses, devido ao impacto da pandemia) até 31 de dezembro de 2021.

Finalmente, o futebol experimentará o uso de uma substituição extra no caso de suspeita de concussão

O IFAB, entidade que discute e define as regras do futebol, revelou esta quarta-feira que a partir de janeiro do próximo ano poderão começar a ser feitos testes à introdução de mais uma substituição, caso exista suspeita de um jogador ter sofrido uma concussão cerebral. Basta que as entidades organizadoras interessadas em fazê-lo peçam autorização à FIFA
  • O futebol, o choque de cabeças e o risco de concussão cerebral continuam numa relação complicada

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    Em dois dias, houve dois choques feios de cabeças na Premier League e na Liga NOS. Só Raúl Jiménez, o jogador que ficou inanimado e com uma fratura no crânio, abandonou o jogo. Os outros (Nicolás Otamendi, David Luiz e Rodrigo Pinho) foram remendados e regressaram ao campo nem 10 minutos depois, que é o tempo obrigatório no râguebi para um jogador permanecer fora, a ser examinado por médicos, enquanto um substituto provisório ocupa o seu lugar. Falta assim tanto para que as regras do futebol permitam algo parecido? O IFAB só começou a discuti-lo em outubro de 2019, em janeiro deste ano criou um grupo de trabalho dedicado à concussão cerebral e disse que "testes preliminares" das substituições temporárias poderão começar em 2021