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Futebol nacional

SEF investiga clubes de futebol por auxílio à imigração ilegal e tráfico de seres humanos

Desde 2009, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras detetou 110 jogadores em situação irregular em Portugal e tem neste momento em curso 40 inquéritos-crime que envolvem dirigentes de clubes, agentes desportivos e atletas

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O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) tem neste momento em aberto 40 inquéritos-crime que visam clubes de futebol, incluindo dirigentes, agentes desportivos e atletas, por suspeitas dos crimes de auxílio à imigração ilegal e de tráfico de seres humanos. De acordo com o "Jornal de Notícias", as investigações do SEF referem-se a clubes do Campeonato Nacional de Seniores e de outras divisões inferiores e, desde 2019, já foram encontrados, a nível nacional, 110 atletas em situação irregular.

Fonte do SEF explicou ao "Jornal de Notícias" que em causa estão "suspeitos da utilização sistemática de atletas em situação documental irregular em território nacional, através da utilização de contratos de trabalho fictícios em entidades patronais para as quais os atletas efetivamente não trabalhavam, na medida em que apenas desenvolviam a atividade de futebolista".

Além dos contratos de trabalho fictícios, há casos em que os atletas chegam a Portugal apenas com um visto de turismo para prestar provas nos clubes, acabando por ficar a trabalhar nos respetivos clubes ou associações sem a situação regularizada.

Em relação ao tráfico de seres humanos, o SEF indica que estes crimes são menos frequentes e acontecem, sobretudo, na zona Centro. Nestes casos, os agentes desportivos prometem salários acima da média para atrair jogadores estrangeiros. No entanto, quando os atletas chegam a Portugal encontram salários baixos, não conseguindo sequer regularizar a sua situação.