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Depois da lama, houve Taça na Madeira

Depois de vencer o Nacional para a Liga, o Sporting não conseguiu sair vitorioso do seu segundo jogo consecutivo na Madeira, sendo eliminado da Taça de Portugal pelo Marítimo (2-0)

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HOMEM GOUVEIA

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Se alguém o enunciasse no início da época, não havia quem acreditasse em profecia tão otimista. Um, dois, três... 15 jogos: era esta a longa série de partidas que o Sporting de Rúben Amorim já levava sem perder. Até hoje. Ao segundo jogo na mesma semana na Madeira, os sportinguistas, que já não perdiam desde 1 de outubro de 2020, frente ao LASK, para a Liga Europa, voltaram a perder.

Com várias mexidas no onze em relação à equipa que venceu o Nacional - Max entrou por Adán; Borja por Coates; Plata por Porro; Matheus por João Mário; Tabata por Pote; e Tomás por Sporar; mantendo Neto, Feddal, Nuno Mendes, Palhinha e Nuno Santos -, o Sporting entrou, ainda assim, bem melhor do que a equipa da casa.

Com maior propensão ofensiva, os visitantes não demoraram a aproveitar o espaço nas costas da defensiva do Marítimo para criar perigo: Matheus acelerou na profundidade, cruzou para Tiago Tomás e o avançado de 18 anos, completamente sozinho na área, desviou contra a trave da baliza de Caio Secco, guarda-redes a cumprir o seu segundo jogo esta época.

De seguida, foi a vez de um lance semelhante no corredor oposto: Nuno Mendes cruzou para Tabata, mas o remate acabou nas mãos de Secco - e foi depois marcado fora de jogo.

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A partir daí, pouco mais houve para ver em ambas as balizas, com a criatividade a faltar principalmente ao Sporting, que se limitava a atacar particularmente pelos corredores laterais. Um remate forte de Nuno Santos, para defesa de Secco, e outro de Rodrigo Pinho - esta noite de volta ao onze do Marítimo, depois de ter ficado de fora do jogo contra o Braga, e de ter visto confirmada a sua transferência para o Benfica (resta saber se no final da época ou agora em janeiro) -, para fora, foram as únicas amostras a fechar a 1.ª parte.

A iniciar a 2.ª metade, novo sinal de Pinho: o remate do avançado brasileiro por cima da baliza de Max sinalizava uma melhor entrada do Marítimo, com o Sporting a parecer mais acomodado com o resultado, depois de não ter aproveitado para marcar aquando da boa entrada no jogo.

Só aos 67' se viu novo lance de perigo dos lisboetas, mas o remate de Tabata foi desviado por Léo Andrade já em cima da baliza. Mas, no minuto seguinte, ninguém conseguiu desviar o remate de Rodrigo Pinho em direção à baliza de Max, depois de um desentendimento entre Neto e Palhinha na construção do ataque do Sporting. Bambock aproveitou para recuperar a bola e isolar o colega, que fez o 1-0.

Em desvantagem, Amorim não demorou a reagir: Tabata saiu e entrou Pote, mudança que foi rapidamente seguida por outras três, já que Matheus, Borja e Neto cederam os seus lugares a João Mário, Porro e Sporar.

Só que as substituições não tiveram o efeito desejado e ainda tiveram de lidar com outra contrariedade, aos 79'. Num canto, Pinho desviou a bola ao primeiro poste e Léo Andrade apareceu no meio da área a concretizar o 2-0.

Nos últimos minutos, Amorim decidiu fazer entrar o central Coates, não para a defesa, mas para a frente de ataque, por troca com Tiago Tomás, e apesar das muitas bolas bombeadas para a área, pouco mais se viu por parte do Sporting. A exceção esteve na perdida incrível de Sporar, quase em cima da linha de golo, após cruzamento de Plata.

No final, 2-0 para o Marítimo e o Sporting foi eliminado da Taça de Portugal, tal como tinha sido eliminado da Liga Europa. Restam agora a Taça da Liga, marcada para a próxima semana, e, claro, o campeonato, em que o Sporting continua líder.