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Treinador do Estrela da Amadora preparado para o Benfica: "Se há um segredo, é não mexermos muito. Não faz sentido alterar tudo por um jogo"

Rui Santos não espera facilidades frente ao Benfica, mas assegura que o Estrela da Amadora não vai mudar a identidade que o fez chegar aos oitavos-de-final da Taça de Portugal

Lusa

RODRIGO ANTUNES

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O treinador do Estrela da Amadora, Rui Santos, afirmou hoje que vai manter as ideias já implementadas na formação do Campeonato de Portugal diante do primodivisionário Benfica, nos oitavos de final da Taça de Portugal de futebol.

“Se há um segredo, é não mexermos muito e não alterarmos o que está feito. Temos uma ideia e modelo de jogo implantados e não faz sentido alterar tudo por um jogo. Vamos ter uma dificuldade acrescida, porque não consigo adivinhar a equipa que o Benfica vai apresentar amanhã [terça-feira], é provável que haja alguma rotatividade”, sublinhou.

Em conferência de imprensa de antevisão, no Estádio José Gomes, na Amadora, palco do encontro da ‘prova rainha’, Rui Santos manifestou a crença de que “no futebol tudo é possível”, pois “cada jogo tem uma dinâmica própria” e “há momentos que fazem com que o jogo caia mais para um lado ou para o outro”, lamentando a ausência de público no recinto.

“Seria um jogo muito emotivo, de estádio cheio. A enorme massa associativa do Estrela da Amadora, desejosa como está de acompanhar a equipa, ia comparecer em grande número. Trazia um ambiente completamente diferente ao jogo e ao estádio, seria uma experiência ainda mais fantástica, mas não é possível”, expressou.

Satisfeito por saber que o treinador das ‘águias’, Jorge Jesus, que iniciou a carreira no Estrela da Amadora, acompanha a atualidade dos ‘tricolores’, Rui Santos advertiu que poderá ser uma vantagem do adversário, uma vez que o Benfica “fica muito diferente quando muda algumas peças” e que não tem “assim tantos pontos fracos como as pessoas querem fazer crer”.

"É um grupo jovem, mas com maturidade competitiva muito grande"

Com o jogo da terceira eliminatória entre Benfica e Paredes, igualmente do Campeonato de Portugal, como referência, embora tenha sido “há algum tempo” e o Benfica está “noutro contexto”, o ‘timoneiro’ dos amadorenses garantiu que o plantel que orienta, apesar de muito jovem, tem “muita maturidade”.

“Não precisamos de fazer grandes incentivos e apelos à mentalidade deles. É um grupo jovem, mas com maturidade competitiva muito grande. Tínhamos três jogos antes do Benfica e só falámos do Benfica no balneário no treino de ontem [domingo]. No dia seguinte ao sorteio, no pequeno-almoço no refeitório, não houve um jogador que entrasse eufórico porque tinha calhado o Benfica”, contou.

Rui Santos não tem dúvidas que o Estrela da Amadora demorará pouco a alcançar de novo os campeonatos profissionais: “Com a estrutura profissional que conseguiu montar, aliada às condições de trabalho que temos e com o apoio que os adeptos nos dão, acredito que, num futuro próximo, o Estrela vai para os campeonatos profissionais.”

"Sentimento especial"

O ‘capitão’ do Estrela da Amadora, o guarda-redes Filipe Leão, admitiu que o maior prémio que os jogadores podem receber “já é jogar contra o Benfica”, estando feliz por receber os ‘encarnados’, em vez de visitar a Luz, e por “ser uma montra para todos”.

“O sentimento é especial. Não se joga todos os dias contra o Benfica. No Campeonato de Portugal, não estamos habituados a jogar com um ‘grande’ e vai ser um dia especial, sem dúvida”, ressalvou.

Os líderes da série G do Campeonato de Portugal recebem, na terça-feira, a partir das 21:15, o Benfica, atual terceiro classificado da I Liga, em encontro dos oitavos de final da Taça de Portugal de futebol, arbitrado por João Bento, da associação de Santarém.