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Carlos Carvalhal: "Paulinho e o Sporting? Já faz parte do anedotário do futebol português"

Treinador do Sp. Braga começou a conferência de imprensa de antevisão à final da Taça da Liga, frente ao Sporting, a responder a uma questão sobre o alegado interesse dos leões no seu avançado, comparando a situação com a de Cavani no início da época: "Encheu páginas de jornais durante quase 45 dias e depois não veio"

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MANUEL FERNANDO ARAUJO/EPA

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Paulinho no Sporting

“Já faz parte do anedotário do futebol português, por isso não vou responder. Parece um grande jogador que fez manchetes cá e depois não veio, encheu páginas de jornais durante quase 45 dias. Não vou responder, vamos ao que interessa”

Jogo diferente do último duelo com o Sporting?

“Estamos muito focados no jogo, preparámos bem esta competição. Conhecemos bem os dois adversários. Contra o Benfica conseguimos superar, tínhamos a experiência de os defrontar anteriormente e não valia absolutamente nada. Com o Sporting é exatamente o mesmo, os jogos passados, o histórico dos clubes não têm nada a ver com este jogo. Estamos apostados para levar o troféu para Braga, sabemos que vamos encontrar uma boa equipa, que joga bem e tem um bom treinador. Mas vai estar em campo um Sp. Braga muito ambicioso e declaradamente a esgrimir argumentos para vencer o jogo, com o respeito que temos pelo adversário”

Equipa com mais opções

“Vamos ter mais opções, nesse jogo tivemos algumas dificuldades, por causa da covid. Não tivemos dificuldade nenhuma em criar o onze, confiamos em todos os jogadores, mas se temos todas as opções estamos mais equilibrados. Por isso estamos mais preparados e equilibrados do que na altura. Mas mais uma vez: o arbitro apita para começar o jogo e não conta absolutamente nada o passado, conta aquilo que os jogadores vão fazer, as estratégias, as dinâmicas. Só espero que seja um grande jogo de futebol, apesar de provavelmente irmos ter chuva. O Sp. Braga tem habituado as pessoas desde o início da época a um bom nível. Que acima de tudo seja o Sp. Braga a levar o troféu, em ano centenário. Respeito máximo pelo Sporting mas nós queremos a taça para nós”

Paulinho recuperado?

“O Paulinho está disponível. No jogo passado estava num determinado nível de condição. Amanhã estará numa condição melhor do que estava há três dias. Está convocado”

Receio com o positivo de Helton Leite?

“Não, eu não sou médico, não trabalho para a DGS. O que eu posso dizer é que vivo num ambiente controlado, que me sinto à vontade para trabalhar. É o sítio, tirando a minha casa, onde eu me sinto melhor. Tudo o que sai fora da órbita da minha casa e do meu trabalho cria-me alguma ansiedade. Andar num elevador, entrar numa loja, num supermercado. Até estar aqui. Mas no trabalho fazemos testes diários, estamos num meio em que sentimos que há controlo sobre aquilo que pode acontecer. Isto pode acontecer a qualquer pessoa, mas temos de fazer tudo o que podemos para manter o futebol no ativo. As pessoas estão em casa e é uma forma de se entreterem e nós somos pagos para isso. Já sabemos o que passamos, o que outros clubes estão a passar, o que outros podem passar e para situações excecionais, medidas excecionais”

Ambição do Sp. Braga

“Agora no centenário, o presidente do Sp. Braga deu várias entrevistas e foi claro no posicionamento do clube: o Sp. Braga posiciona-se como outsider em relação aos três grandes, pelo investimento, pela posição, entre aspas, que tem a nível geral. Evidentemente que estará sempre a morder os calcanhares a um que se possa distrair numa época, a dois ou eventualmente a três, que é uma coisa mais rara, mas já aconteceu no passado. Estamos a fazer tudo para diminuir a diferença a nível económico, desportivo e social e tem feito os possíveis e escalado alguns degraus. Isso não invalida que possamos chegar dentro do campo e provar que dentro do campo somos melhor, como contra o Benfica. Hoje o Sp. Braga tem a capacidade de ir a qualquer estádio e jogar olhos nos olhos”

Opções no meio-campo

“O Sp. Braga joga sempre da mesma maneira, com dinâmicas que se podem alterar consoante aquilo que pretendemos, do adversário, do que é melhor para o jogo. Isso faz mover as peças de forma diferente mas jogamos sempre da mesma forma. São situações em aberto. Além do Ricardo Horta, do Iuri, do Lucas Piazón, do próprio Abel, todos podem jogar entrelinhas, temos várias opções. É uma questão estratégia, todas as opções são válidas e vamos escolher um onze com capacidade para vencer”