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Ainda bem que voltaste, Taremi. Estás perdoado

O FC Porto venceu o Farense, com um golo solitário de Mehdi Taremi, avançado que tinha sido expulso contra o Benfica e que pediu desculpa aos adeptos por isso mesmo. O perdão chegou esta noite, no São Luís, num jogo que se complicou nos últimos minutos e que acabou de forma caricata, com Pepe a pegar-se com o colega Loum

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LUIS FORRA

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É certo que os números dizem que o melhor marcador do FC Porto é Sérgio Oliveira, com 12 golos, mas também é certo que, desses 12, quatro foram concretizados na marcação de penáltis, em que a taxa provável de sucesso é obviamente superior. O que nos leva então ao segundo melhor marcador do FC Porto, com 10 golos marcados, nenhum de penálti: Mehdi Taremi.

Depois da expulsão despropositada perante o Benfica e do respetivo pedido de desculpas aos adeptos, o avançado iraniano - que cumpriu castigo na Taça da Liga frente ao Sporting - voltou ao onze do FC Porto, em boa hora para a equipa.

É que o golo de Taremi deu os três pontos aos portistas, num jogo que começou fácil mas acabou difícil, perante um Farense que foi crescendo na 2.ª parte e chegou mesmo a assustar a equipa de Sérgio Conceição nos últimos minutos do jogo, com claras ocasiões de golo que acabaram por não ser concretizadas.

Também com Otávio de volta ao onze, o FC Porto começou naturalmente melhor do que o Farense, com Marega a ser o primeiro a dar um sinal de alerta, para algo que se repetiu frequentemente durante os 90 minutos: defesa de Defendi.

O guardião da equipa de Sérgio Vieira só não conseguiu o remate certeiro de Taremi, logo aos 15 minutos. Depois de uma excelente incursão de Manafá, também de regresso ao onze depois de ter estado infetado com covid-19, pela direita, o lateral efetuou um cruzamento atrasado para a área que encontrou o avançado iraniano sozinho para fazer o 1-0.

Já em vantagem, o FC Porto continuou a ser superior no jogo, criando mais oportunidades de golo: primeiro, foi Corona a embater em Defendi (já depois de um lance na área portista em que o mexicano bate na bola com o braço, mas o árbitro Manuel Mota mandou seguir) e logo de seguida foi a vez de Marega fazer o mesmo.

O Farense tentava aproximar-se da baliza de Marchesin e Nikola Stojiljkovic esteve perto de criar perigo, mas Mbemba estava atento e impediu o remate do avançado. Já o FC Porto, perto do intervalo, voltou a estar próximo do 2-0, mas Taremi não conseguiu isolar Corona em frente a Defendi, devido a um corte o timing ideal de Ryan Gauld.

Na 2.ª parte, Sérgio Vieira tentou mexer, fazendo entrar Cláudio Falcão, e a equipa da casa subiu de rendimento, com Stojiljkovic a cabecear para as mãos de Marchesin no primeiro alerta.

Depois, um lance fantástico de Corona - claramente o melhor em campo - acabou por não dar em golo e um remate de Otávio, já com a baliza escancarada após primeira tentativa de Marega, também não acertou no alvo.

As ocasiões falhadas pelos portistas iam-se acumulando e o facto de o 1-0 se ter mantido deu mais esperança ao Farense, que começou a empurrar os visitantes para trás. Já nos últimos minutos do jogo, Mansilla e Hugo Seco fizeram o mais difícil, ao falhar o golo dentro da pequena área portista, com a bola a embater na trave por duas vezes. E, no lance seguinte, Cláudio Falcão surpreendeu Marchesin com um remate de longe fortíssimo, mas o tiro saiu ao lado.

A acabar o jogo, Sérgio Conceição fechou a defesa com Carraça - em estreia na Liga pelo FC Porto - e Diogo Leite (saíram Manafá, muito desgastado, e Grujic), e refrescou o meio-campo com Loum e João Mário (saíram Otávio e Corona) e o Farense bem tentou, mas não conseguiu empatar o jogo.

A vitória deixa o FC Porto isolado no 2.º lugar, com 35 pontos, mais dois que o Benfica, que já jogou, e menos um do que o Sporting, que joga na terça-feira no Bessa, mas a noite acabou de forma amarga: já depois do apito final, Pepe dirigiu-se a Loum para cumprimentá-lo e, depois de uma breve troca de palavras, ambos trocaram empurrões. Foram separados pelos colegas e o capitão dirigiu-se para o balneário, não chegando a participar na habitual roda que a equipa costuma efetuar no relvado após os jogos.