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Futebol nacional

Em noite de chuva, o FC Porto abrigou-se no chapéu de Corona

O FC Porto venceu o Gil Vicente, por 2-0, numa noite muito chuvosa em Barcelos, e avançou para as meias-finais da Taça de Portugal, onde vai encontrar o Sporting de Braga

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ESTELA SILVA

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Depois de uma vitória sem sobressaltos frente ao Farense, que só pecou por escassa, o FC Porto foi a Barcelos conseguir... uma vitória sem sobressaltos, que só pecou por escassa.

Com Marega fora da convocatória, por opção, e Sérgio Oliveira ainda no banco, depois de recuperado da covid-19, os portistas entraram frente ao Gil Vicente com Diogo Costa e Luis Díaz a titulares: foram as únicas duas mudanças (Diogo Costa, Manafá, Mbemba, Pepe, Zaidu, Grujic, Uribe, Otávio, Luis Diaz, Corona e Taremi) em relação ao jogo anterior, ao contrário do anfitrião, que mudava mais peças e regressava a uma linha defensiva de quatro jogadores, isto depois de Ricardo Soares ter dito antecipadamente que a prioridade do Gil era a manutenção no campeonato e não qualquer ilusão na Taça.

Assim sendo, o jogo decorreu como seria esperado que decorresse um jogo entre o 2.º e o 16.º classificados da Liga, mesmo que para a Taça. O FC Porto de Sérgio Conceição - esteve no banco, apesar de estar com gripe - entrou melhor e colocou-se rapidamente por cima, conseguindo marcar logo aos 10 minutos, depois de uma oferta do Gil.

A sair a jogar para o ataque, João Afonso facilitou com um atraso de risco e Luis Díaz, sempre muito ativo, recuperou a bola em cima da área do Gil e ofereceu o golo a Corona, que, mesmo entre os muitos pingos de chuva, marcou com um toque de classe, ao concretizar um chapéu perfeito por cima de Beunardeau.

A vantagem assentava aos portistas, que estiveram novamente perto de marcar num livre direto de Uribe, após falta sofrida por Taremi mesmo à entrada da área, mas a bola saiu ao lado da baliza.

Até ao final da 1.ª parte, pouco mais houve para ver, com exceção para um lance de Claude Gonçalves... que afinal estava em fora de jogo. A parca réplica do Gil não agradava a Ricardo Soares, que o mostrava logo ao intervalo: tirou Rodrigão e Baraye e colocou em campo Rúben Fernandes e Pedrinho.

Aí sim, o Gil começou a ameaçar mais no ataque e Lucas Mineiro foi o primeiro a assustar, ao acertar no poste da baliza de Diogo Costa com um remate fortíssimo. A resposta do FC Porto foi novamente de Díaz, num remate de fora da área que passou a rasar a trave.

Depois, mais um bom lance de ataque do Gil, com Fujimoto, acabado de entrar para o lugar de João Afonso, quase a marcar, mas Mbemba a evitar males piores.

ESTELA SILVA

A subida do Gil era palpável mas rapidamente seria revertida, com a entrada de Sérgio Oliveira em campo, aos 65 minutos. O médio estabilizou o jogo portista, pedindo calma aos colegas e recuperando bolas importantes, permitindo à equipa manter a posse numa altura em que o jogo já entrava numa fase muito mais dura, já que o relvado, cada vez mais pesado devido à chuva, dificultava os gestos técnicos.

Mesmo assim, o internacional português foi capaz de isolar Taremi na área, já a fechar o jogo, e o iraniano aproveitou para fazer o que já tem sido habitual nos últimos encontros portistas: marcar.

Até final, o FC Porto controlou a partida sem problemas, só podendo mesmo lamentar a saída de Otávio e Corona, ambos lesionados. A equipa de Sérgio Conceição vai agora defrontar o Sporting de Braga, nas meias-finais, a duas mãos.