Do frenesim da Champions para a calmaria da Liga
Depois de ser eliminado da Champions, apesar de ter derrotado o Chelsea, o FC Porto voltou à Liga e venceu o Nacional, último classificado, sem grandes problemas, apesar da margem mínima
18.04.2021 às 20h07
Octavio Passos
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Por um lado, o Nacional, último classificado da Liga, tinha sofrido cinco golos do Portimonense e cinco golos do Santa Clara. Por outro, o FC Porto tinha acabado de regressar de uma dura eliminatória da Champions frente ao Chelsea. Por este contexto, pode dizer-se que, apesar da margem mínima, os portistas podem dar-se por satisfeitos pela vitória na Madeira, aproveitando para se afastar do Benfica, que perdeu com o Gil Vicente, enquanto mantêm a perseguição ao Sporting.
Sem Otávio, lesionado, e Marega, no banco por opção, o FC Porto voltou a apresentar-se em 4-3-3, com Taremi de regresso à frente de ataque, e foi mesmo o avançado iraniano a oferecer a vitória à equipa.
Já depois de também ter marcado (um golão) frente ao Chelsea, Taremi voltou aos golos na Liga, num momento em que até era o Nacional a estar melhor. A equipa de Manuel Machado teve uma boa entrada em jogo, surpreendendo os portistas, principalmente pelo lado direito do ataque, e logo nos primeiros minutos Zaidu derrubou o veloz João Camacho na área.
Mas, na concretização do penálti, Éber Bessa permitiu a defesa de Marchesin, ao contrário do que se passou na área oposta, aos 20'. O guardião António Filipe, pressionado por Taremi, perdeu a bola, que acabou por sobrar para Corona, e o mexicano só teve de oferecer ao colega, que encostou para o 1-0.
Apesar da vantagem, o FC Porto nunca pareceu particularmente inspirado, com o Nacional a estar novamente perto do golo em novo lance de Camacho pela direita, sempre a tentar aproveitar o espaço concedido por Zaidu.
Em cima do intervalo, nova oportunidade para Taremi, mas a bola conquistada por Grujic no ataque acabou por passar a rasar o poste da baliza do Nacional.
À entrada para a 2.ª parte, jogo semelhante: os portistas algo adormecidos, tentando controlar a vantagem mas sem criar grande perigo, e o Nacional a tentar sair rápido para o ataque sempre que possível - Gorré foi o protagonista do remate mais perigoso, mas Marchesin esta novamente atento.
Já com Tony Martinez, Baró e Marega em campo, por troca tripla com Corona, Sérgio Oliveira e Taremi, houve mais FC Porto, com o Nacional a estar sempre longe de assustar, mas as oportunidades de golo raramente apareceram. Em cima do final, Toni ainda marcou, mas estava em fora de jogo, pelo que o golo não contou.
Mais do que a exibição, valem os três pontos para o FC Porto, que soma assim 63, menos seis do que o Sporting e mais seis do que o Benfica. Já o Nacional permanece no último posto da tabela, com 21 pontos, menos um do que o Farense e menos três do que o Marítimo.
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